Saudações Rubro Negras!

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30 de junho de 2009

Por que Luxemburgo e o atual Flamengo não combinam.

Pra começar matando a pau os torcedores sem noção que vivem feito crianças birrentas implorando a contratação do Luxa, quero informar aos amigos que a retribuição pecuniária do serviço executado (salário) desse senhor está por volta de nada mais nada menos que 700 mil reais. Quer saber quanto sai o treinador junto com a comissão técnica dele? No Palmeiras era algo que girava em torno de 600 mil, o que dá um total de R$1.300.000,00 ao mês.
R$15.600.000,00 ao ano.
Para os que têm dificuldade em ler o valor citado: quinze milhões e seiscentos mil reais.
Como eu sei disso? Não tenho nenhuma ‘fonte’ super segura e nem precisaria dela para me passar essa simples informação que pode ser adquirida através de qualquer pesquisa boba das que se faz em sites de busca. E não é coisa de um site apenas que diz não, depois da saída de Vanderlei do Palmeiras, ficou ainda mais fácil de descobrir esses valores.

Poderia parar o texto por aí, mas como ainda assim alguns continuaram aplicando dezenas de argumentos que tentariam derrubar o fato de que Luxemburgo vale uma nota jamais dentro da realidade financeira do nosso clube, quero apontar outros pontos que combatem esses argumentos furados.

Qual foi o motivo da demissão de Luxa no Palmeiras? Sendo bem direto, foi o fato de ele ter batido de frente com a diretoria ao dizer que Keirrison não jogaria mais em seu time independentemente se confirmasse ou não o acerto com o Barcelona, pois teria sido anti profissional e agido com falta de respeito com ele (treinador) e o elenco ao saber por terceiros sobre a transferência do atleta.

Agora imaginemos que Luxa seja contratado pelo Flamengo. Tomo como exemplo o caso Petkovic, ao vir sem o aval e conhecimento de Cuca e o impedimento da nossa diretoria na barração de alguns jogadores do time. Não quero comparar os acontecimentos ao pé da letra, mas é só uma amostra de que por muito menos os constantes pitacos da diretoria no trabalho do técnico não daria certo com Luxemburgo no comando do time.

Depois, se já dizem as más-línguas que o Cuca tem problemas de relacionamento com o grupo sendo este um técnico nunca criticado por tal situação em outros clubes, o que seria de Vanderlei se resolvesse implantar treino em período integral na Gávea ou mandasse o Juan correr meia horinha em volta do gramado e parar de agir feito criança criada pelos avós durante os jogos? Em uma semana seria demitido por maus resultados justificado pela mesma balela de sempre: a dificuldade de relacionamento com os problemáticos jogadores rubro-negros que, segundo alguns, têm a capacidade de boicotar e demitir os técnicos, sempre vilões da história. E para quem acha que a diretoria compraria o barulho do treinador, pode tirar o cavalo da chuva. Se nem a diretoria do São Paulo comprou o do Muriçoca, imagine a do Flamengo. Só se fizessem uma lavagem celebral no departamento de futebol inteirinho, porém como a grande maioria dos jogadores são de empresários e os cartolas dependem desses para lucrar, aí já viu né.

Por último, Luxemburgo carregaria um peso enorme ao comandar o Flamengo. Primeiro por ser declaradamente flamenguista, segundo por ser um técnico de ponta de quem muito se espera e terceiro por treinar o clube de maior torcida do país. Não acho que um técnico com a bagagem dele possa sentir a pressão, mas como futebol é feito de resultados, bastaria esses não aparecerem rapidamente que de melhor treinador no país, viraria o pior técnico do mundo num piscar de olhos. Afinal, não há técnico nesse planeta que escape das cornetas da nossa emocional torcida. E cá entre nós, para ganhar a fortuna que ganharia num clube cambaleado financeiramente como o Flamengo e não agradar a imensa maioria dos torcedores, é saldo ‘custo-benefício’ negativo.

Poderia citar até outras razões que vetariam a vinda desse belo treinador, contudo para os que se derem o trabalho de analisar, pensar um pouquinho e pesar os prós e contras, verão facilmente que no momento, essa combinação não combina. Por isso, paro por aqui e desafio alguém que me convença do contrário com argumentos sensatos.


29 de junho de 2009

Empate infeliz numa competição perigosa.

Empatar com o Fluminense nesta oitava rodada do Brasileirão definitivamente não foi um bom negócio para o Flamengo. Numa partida feia no primeiro tempo e melhorzinha no segundo – porque nós passamos a jogar um pouco melhor – a maior atração da noite ficou por conta do time de basquete que apareceu no gramado do Maraca diante da torcida no intervalo de jogo, o que empolgou mais que o próprio clássico que estava sendo jogado. Com faixas, cantos e aplausos, os guerreiros do Fla-basquete foram reverenciados e sentiram um pouco mais do carinho que a nossa torcida aprendeu a criar por eles. Sorte a deles, porque bem que o time de futebol queria estar no lugar, mas ultimamente vem tendo atuações que passam longe de empolgar alguém, sobretudo a do jogo em questão.

É evidente a dificuldade que o Fluminense tem desde o campeonato carioca em fazer a bola sair da defesa para o ataque se for marcado sobe pressão. E o que o Flamengo faz? Começa a marcar no seu próprio campo e às vezes permitia o adversário chegar até a frente da grande área com a bola, sorte é que o último passe deles nunca conseguia chegar ao Fred. Por outro lado, numa noite apagadinha do Ibson e de nossos irregulares laterais, o nosso time quase não criou na primeira etapa e o jogo não fluiu nem para um lado, nem para o outro. Feio de se ver para um clássico com a fama de um Fla-Flu. Os 85% dos rubro-negros de um total de 44 mil presentes ao estádio mereciam ver do nosso time uma partida melhor, principalmente tendo visto o que os tricolores jogaram e vem jogando até agora.
Tudo bem que a gente também ainda não se acertou no campeonato, mas temos um time bem melhor montado técnica e taticamente que eles. Era só apertar um pouco mais e caprichar nos horrorosos passes - que por vezes viravam chutões para frente dos zagueiros - que a vitória sairia fácil.

Até que o aproveitamento foi melhor no segundo tempo, com volume de jogo maior, atacamos mais, porém não aproveitamos as poucas chances claras de gols que tivemos e por fim o enjoado empate acabou sendo um castigo justo.
Se eu fosse o Cuca não teria ficado tão conformado com a atuação do seu time e o zero a zero do jogo que representou um distanciamento em relação aos líderes que poderia ter sido encurtado se tivéssemos conquistado os três pontos, já que o Atlético-MG perdeu e como era esperado, começou a mostrar sua aptidão para levar o troféu cavalo paraguaio da vez.

Das oito equipes que jogamos no campeonato até agora, cinco delas (Coritiba, Sport, Fluminense, Avaí e Santo André) estavam atrás de nós na classificação quando as enfrentamos. Dessas, duas pertenciam à zona de rebaixamento e somamos apenas 5 pontos dos 15 disputados, aproveitamento de aproximadamente 33%. Muito pouco para quem pretende conquistar o hexacampeonato. Estamos desperdiçando pontos bobos como os que deviam ser conquistados no clássico que certamente fará falta futuramente. E não adianta estar invicto em casa tendo só uma vitória em três jogos se por outro lado quisemos ressuscitar equipes que estão capengando na competição.
No meio campo, Kléberson volta da seleção e deve melhorar um pouco a falta de criatividade. Cuca ainda não conseguiu repetir no Brasileirão a eficiente escalação do time que enfrentou o Inter na Copa do Brasil e não rendemos o mesmo que vínhamos rendendo desde então, o que mostra a falta de algumas peças de reposição como na nossa zaga.

Com o fim da participação dos times que estão na Copa do Brasil e na Libertadores, todas as atenções serão voltadas ao campeonato nacional e a disputa vai ficar cada vez maior. É bom o Flamengo pisar logo no acelerador enquanto a distância para o líder ainda é alcançável antes que a parada comece a ficar estreita. Lembrando que o aproveitamento pouco regular do time de Cuca e o troca-troca de técnicos das últimas semanas podem motivar a diretoria rubro-negra a entrar nessa onda e promover uma mudança dessas a qualquer momento.

28 de junho de 2009

Parabéns Fla-Basquete!

Mais uma semana começou excelente para a Nação Rubro-Negra. Depois de 4 jogos super disputados, o quinto jogo da série pela final da NBB não poderia ter sido melhor. Um jogo pegado, disputado e extremamente emocionante consagrou a equipe de Marcelinho, Duda, Baby, Jefferson, Helio, Fred e Cia como Campeã. Mais um título com sabor rubro-negro. Uma festa linda da torcida no HSBC Arena registrando o maior público presente na história do ginásio. Detalhe: nem nos jogos pan-americanos o público deste domingo com mais de 15 mil espectadores foi atingido. Show fora e dentro de quadra. Em momento nenhum o time de Brasília esteve è frente do placar. Em contrapartida o Mengão era liderado pelas investidas de Duda e Marcelinho no ataque e segurava bem as investidas do principal jogador adversário Alex. No final, a raça dos guerreiros em preto e vermelho fez a diferença mais uma vez e o Flamengo sustentou a vantagem no placar até o final alternando às vezes a diferença, mas sempre na frente. Por fim foi só valorizar a posse de bola, fazer o tempo passar e soltar o grito de Bi Campeão Brasileiro de Basquete.

Confesso que ultimamente passei a curtir esse esporte por causa do nosso time. Hoje torci ainda mais, assim como torço nos jogos decisivos do futebol. A emoção foi como se estivesse lá na quadra. Espero que esse amor pelo Fla-Basquete seja para sempre e possa ser contagiado de rubro-negro para rubro-negro.
Só tenho a parabenizar esse grupo que tem sido verdadeiramente o orgulho da Nação nos últimos anos, algo que eu nunca vou cansar de lembrar. Vocês são ‘os caras’. Merecem todo nosso apoio e carinho. Obrigado Fla-Basquete por mais essa alegria!

Em tempo: Daqui a pouco, logo após o jogo válido pela final da Copa das Confederações entre Brasil e a zebra Americana, estarei partindo para o Maraca assistir mais um jogão de bola no clássico das multidões. O time de futebol também precisa do nosso apoio. “Vai pra cima deles Mengoooo!!!”

26 de junho de 2009

Pela permanência no céu.

Semana passada o Flamengo tinha diante de si dois caminhos a seguir na partida contra o Internacional. Vencer, desta forma dando um chega pra lá na crise e ter a partir de então um pouco mais de tranquilidade para trabalhar ou continuar apático, bobear novamente perdendo para o time quase inteiro reserva do Inter e seguir com mais uma semana novamente turbulenta na Gávea.
O time optou pela primeira ação. Não só venceu, mas goleou, convenceu e subiu oito posições na classificação do Brasileiro. Perfeito para uma semana que antecede um clássico. Perfeito para as pretensões do clube em ficar sempre entre os quatro primeiros colocados ou próximo deles. Perfeito especialmente para o Adriano. Depois de marcar três vezes contra o time gaúcho e mostrar-se bem mais em forma que na estreia, o Imperador está sedento para deixar sua marca pela primeira vez num clássico carioca. Com essa semana dedicada a treinos táticos e trabalhos físicos e sem nenhuma ausência, Adriano treinou bem, mostrou a alegria de sempre do garoto da Vila Cruzeiro e a desenvoltura já conhecida do craque.

Por isso, agora é só mandar a galera descer a favela que o Imperador tá garantindo a festa no Mário Filho. Lá mulher não paga meia nem tem entrada franca até certo horário. Homem não tem como principal objetivo beber nem ‘pegar’ ninguém. Mesmo assim consegue se transformar num lugar que reúne todos os sexos, crenças, idades e classes sociais. Principalmente agora que o maior palco do futebol brasileiro conta com essa grande e humilde estrela do povão. É só convocar a negrada, vestir o abadá que atende pelo nome de Manto Sagrado e soltar o grito junto com a Nação rubro-negra. Não tem para Fred nem para ninguém. Quem tem o poder de lotar o Maraca e dar conta do recado é o Imperador que promete mais um domingo inesquecível para os adeptos do 'Maior do Mundo'.

Depois de um período conturbado devido aos acidentes de percurso na quinta e sexta rodada do Brasileirão, a Gávea essa semana foi só alegria. Vimos a diretoria aparecer desta vez com notícias empolgantes. A criação da nova fórmula para manter os salários em dia, as intenções de união do ídolo Zico com o clube na implantação de um novo sistema de administração, a apresentação do plano de incorporação do Flamengo com o CFZ, a contratação quase concretizada de Denis Marques, o acerto de patrocínios para camisa e a renovação do gramado da Gávea com a chagada dos novos aparelhos de musculação foram notícias que movimentaram a rotina do clube e fizeram a surpresa do torcedor. Nem parece que estamos falando de Flamengo, afinal, nem o mais otimista dos flamenguistas poderia imaginar ou prever uma semana tão animadora. Não são grandes coisas tendo em vista a grandeza do nosso clube, mas para o atual momento, são medidas que podem e devem ser muito comemoradas.

Para fechar a semana com chave de ouro, não podemos nem pensar em ressuscitar outro defunto. É emplacar um resultado positivo no Fla-Flu e embalar de vez na campanha rumo ao Hexa. Mantendo os dias de paz, com o nosso Rei Zico e torcida ao lado, e o Imperador sustentando a média de gols voltando a ser o terror dos adversários, o Fuderosão vai caminhando passo a posso para retomar os caminhos de glórias.


Deixo para vocês um vídeo da nossa torcida, assim já fazendo o aquecimento para o clássico mais charmoso do Mundo.

video

25 de junho de 2009

Faça parte do Flamengo dos seus sonhos. O prazo é até 31 de agosto.

Atenção, rubro-negros: está chegando o dia 31 de agosto. E o que significa esta data?
31 de agosto é o último dia que você tem para se tornar sócio do Flamengo e poder participar das eleições de 2012. Sim, porque as de 2009, já era – participarão apenas aqueles que pensaram nisso três anos atrás.
É claro que ser sócio do Flamengo não é fácil.
As mensalidades não são baratas, e o clube não tem feito muito esforço nem para atrair mais gente, nem para recompensar aqueles que já estão lá. Mas o que o Flamengo precisa hoje é de gente que não se intimide com isso. Tornar-se sócio é um ato fundamental de cidadania para aqueles que têm condições e realmente se importam com o destino de sua Nação. Muitos dizem que “não vou dar meu dinheiro enquanto esta estrutura falida estiver lá”; é mesmo a resposta mais “fácil”, mas não se trata disso - porque você já entrega sua grana a eles mesmo sem se dar conta (pois é: o dinheiro do seu ingresso, por exemplo, já cai na conta do Clube e é controlado pela diretoria). Trata-se de fazer realmente parte do seu Clube.
O Flamengo é uma Nação, formada por dezenas de milhões de pessoas – mas apenas cerca de 5 mil hoje apitam nas suas decisões. Todos os demais cidadãos rubro-negros estão, agora, olhando tudo de fora. Há um desequilíbrio claro aí, que precisa ser corrigido. Nas últimas duas eleições, o vencedor se elegeu com menos de mil votos – algo ridículo para o tamanho que o Flamengo tem. E não existe caminho para o Flamengo que não passe pela vontade de seus associados. Não há Zico, Leonardo, Dom Pedro ou Padre Cícero que possa ser o salvador rubro-negro se os atuais sócios não disserem “amém” – pouco importa o que pensem todos os demais flamenguistas do Mundo. É preciso enxergar isso com clareza: é impossível qualquer mudança que não venha de dentro.
Fica a pergunta: com todo o investimento que você já faz no Flamengo hoje (dinheiro de ingresso ou pay-per-view, compra de produtos oficiais, tempo de fila no estádio, na frente da TV ou lendo jornais, blogs e Orkuts, estresse com a esposa pelo tempo gasto no fim de semana…), faz sentido que você não se inclua entre aqueles que decidirão o que vai acontecer com a sua paixão? É preferível ter o poder apenas de reclamar – sem nunca poder realmente participar?
Se o Flamengo que está aí não é aquele com que você sonha, faça algo quanto a isso. E é por entender que é preciso fazer algo que
diversos blogs e sites rubro-negros estão se juntando nesta corrente, publicando simultaneamente este texto e esta convocação: seja sócio e faça parte do Flamengo dos seus sonhos. Não espere por um “sócio”-torcedor - ele não dará direito a voto, não lhe fará participar realmente da vida de seu clube. A hora é agora!

Por: Arthur Muhlenberg




Como ser sócio – o caminho das pedras

- Pra quem é do Rio de Janeiro
Há duas opções: você pode ser Sócio Contribuinte ou Sócio Proprietário, ambos com direito a freqüentar a sede da Gávea.

O Sócio Contribuinte não precisa comprar título – apenas pagar as mensalidades (R$105,00, se for individual, ou R$150,00, se quiser incluir como dependentes seus filhos, esposa/marido e mãe).

Para ser Sócio Proprietário, já é preciso comprar o título – custa R$6.540,00 à vista comprando direto do clube. Também é possível parcelar em até 10 vezes, com o valor total então chegando a até R$8.000,00. Este tipo de sócio está dispensado das mensalidades por 5 anos; a partir daí, passa a pagar a metade do Sócio Contribuinte Familiar (o que, hoje, dá R$75,00). O Sócio Proprietário pode incluir dependentes para freqüentarem a sede e ainda tem dois bônus: pode votar a partir de 2 anos de sócio (contra 3 anos das outras categorias) e, a partir destes mesmos 2 anos, pode se tornar membro do Conselho Deliberativo – sem precisar se candidatar nem nada, apenas declarando por escrito que quer exercer este direito. É isso: qualquer um pode ser conselheiro do Flamengo, bastando ter este título de sócio, sem dificuldades.

Se você comprar o título de Sócio Proprietário de alguém, o clube cobra uma taxa de transferência de R$1.600,00. E é bom verificar se o antigo dono do título já pagava mensalidade – se for o caso, você também vai ter que pagar imediatamente, sem ter direito aos 5 anos de isenção.

• Para se associar: é preciso ir à Gávea, levando os documentos pedidos: cópia do RG e do CPF e uma foto 3×4. Se for incluir dependentes, devem ser levados uma foto de cada um e cópia da certidão de nascimento (pro caso dos filhos) ou certidão de casamento ou declaração de companheira com firma reconhecida (no caso de esposa/marido).

- Pra quem não é do Rio de Janeiro

Para quem mora a mais de 100km do Rio de Janeiro, é possível se tornar Sócio off-Rio.

A mensalidade custa R$40,00 e dá o direito de votar, ser votado (com três anos de sócio) e freqüentar a sede da Gávea por até 30 dias ao longo do ano.
Infelizmente, nas eleições deste ano, o sócio off-Rio que quiser votar terá que viajar até o Rio e comparecer à Gávea. Mas estamos agora falando das eleições de 2012 – e se houver uma quantidade realmente significativa de sócios off-Rio, há tempo de se movimentar para criar outros meios até lá.

• Para se associar: é preciso enviar ao clube duas fotos 3×4, cópias do RG e do CPF, um comprovante de residência que mostre que você mora a mais de 100km do Rio de Janeiro e o comprovante de depósito de R$55,00 (R$40 da mensalidade e R$15 da carteirinha) na conta do clube no Bradesco (agência nº 887-7, conta corrente nº 13.800-2).

- Mais informações:
Pra tirar qualquer dúvida, o melhor é entrar em contato com a secretaria do clube. O telefone é (21) 2159-0202 e o e-mail é secretaria@flamengo.com.br

22 de junho de 2009

O telefonema da discórdia e a vitória do alívio.

Não existe antídoto melhor para apaziguar os ânimos do que vencer. A Gávea foi um verdadeiro inferno essa semana que passou. Disse-me-disse, picuinha daqui, falatório de lá. O episódio que mais deixou a torcida transtornada foi o conteúdo da ligação do Cuca para o presidente do SPFC Juvenal Juvêncio. Muricy saiu do clube paulista disposto a derrubar outro técnico Talvez com a intenção de tirar um pouco o foco da sua demissão. Agora sim tudo pareceu não ter passado de conversinha encomendada para derrubar o Cuca. Não por que vencemos ontem, mas pela declaração que o nosso treinador já tinha dado no sábado mesmo. Confesso que cheguei a ficar na dúvida quanto à índole do Cuca. Como técnico, até posso criticá-lo ou discordar de alguns métodos, mas como pessoa, sempre o admirei. Porém, como tudo acontece nesse ambiente futebolístico e hoje em dia não se pode mais colocar a mão no fogo por ninguém, o episódio mereceu esperar o desenrolar dos fatos.

Para mim ficou claro que foi tudo um mal-entendido, se é que não podemos acusar de coisa pior. Mas se o próprio Cuca prefere não polemizar com ações na justiça e tudo mais, não sou eu que farei maiores acusações. Porém muito me intriga o que teria levado Muricy a soltar as bruxas desse jeito numa situação que precisaria no mínimo de provas, coisa que ele não tem. Coitado, até dá para entender que para o técnico mais vencedor do Brasil ultimamente não tenha sido fácil ser demitido desse jeito, mas daí a descontar o fato de ser mal-amado em cima de outro colega de profissão é demais.
Definitivamente o Muriçoca pisou na bola mais uma vez por ter a língua mais veloz que o cérebro, um dos seus piores defeitos. Falar o que pensa simplesmente para querer dar uma de super sincero não é qualidade. Isso estraga relacionamentos e prejudica a ele mesmo, como já aconteceu algumas vezes.

Quanto ao Cuca, que sempre mostra ser um cara bom caráter, mais uma vez jogou um balde de água fria na imprensa ao se explicar de forma bastante correta e convincente na entrevista coletiva e salientar novamente a gana que conquistou em ser vitorioso com as cores rubro-negras. Pode até ser que saia amanhã ou depois, mas tem demonstrado respeito ao Manto Sagrado, exemplo disso foram os dizeres das faixas colocadas pela torcida na arquibancada nesse domingo que não fizeram menção ao técnico. Parece que enfim se conscientizaram que o problema na Gávea quem faz é a diretoria que acaba se refletindo em campo e termina no treinador sempre como o principal vilão. Espero que essa consciência se perpetue e a cobrança se direcione ao técnico apenas no momento certo e pela avaliação do seu trabalho como um todo.

Por outro lado, também não fazia nenhum sentido a diretoria demitir o Cuca após o telefonema da discórdia, afinal, dias antes o não foi de conhecimento geral que o Delair tinha cartas na manga após a derrota para o Coritiba de técnicos que poderiam substituir o Cuca através de uma demissão que era desejada por ele? Então, por que o treinador também não poderia ter contactado outro clube se preparando para uma eventual demissão? E outra, no caso do Delair, o Kléber Leite ainda confirmou as intenções do presidente em ter outros técnicos à vista. Já no caso do Cuca, o Juvenal desmentiu que o treinador tivesse pedido emprego no clube paulista.


Enfim, fica tudo no dito pelo não dito. O que deve ser dito agora é que o Flamengo em campo voltou a sorrir. Ainda que com um sorriso tímido, pois duas cacetadas daquelas não se apagam da memória assim tão fácil, mas com a goleada que aplicamos no Inter deu para aliviar as tensões e dá um chega pra lá nos buátafoguenses, vices da segundona e tricosofredores que vinham nos gastando pra caramba por causa dos micos recentes. Essa semana só o Mengão venceu e voltou a ser o primeirão do Rio na classificação. E não poderia ter sido melhor se não fosse com chocolate e bela atuação do Imperador, que pensavam estar morto como um tal de Victor Simões e Fred que nem são lembrados quando marcam por seus clubes. Alegria de freguês dura pouco. Podem voltar à agonia torcida arco-íris! O Mengão tá aí, mais vivo do que nunca. Domingo que vem são mais três pontos mole mole para nos deixar encaminhados à liderança, afinal, nunca houve cavalo paraguaio mais fácil de se perceber que esse tal de Galo Mineiro.
E lá vamos nós. Sem dar brecha para novas confusões e jogando com atitude como fizemos nessa rodada, fica complicado de segurar a gente.

19 de junho de 2009

Por que Flamengo e Muricy não combinam.

Muricy não é mais técnico do São Paulo. Bastou a notícia vazar para os flamenguistas começarem a pedir a ida do técnico Tri campeão Brasileiro para a Gávea. Como se fosse muito simples. O Kléber Leite sentadinho na mesa de um bar tomando umas e coçando o saco exatamente às 22h45minh desta sexta-feira quando alguém (provavelmente o Juan Marrentinho amicíssimo do Cuca – mode ironic) liga para ele e conta a novidade “bomba”.

KL imediatamente entra em contato com o técnico mal-encarado, o convida para assumir o Flamengo já amanhã ganhando uns 300 pau (chutômetro do que devia ganhar Muricy no SPFC) e este prontamente atende ao apelo do cartola que logo após fechar contrato verbal com o ‘novo comandante’, telefona para Cuca e comunica sua demissão.

Indo um pouco mais além... amanhã Muricy assumiria o Fla com o bom humor de sempre dizendo que não haverá mais palhaçadinha de nego faltando treino ou pedindo rachão no lugar de treino tático. Impõe trabalho integral, exige da diretoria que os salários estejam sempre em dia e a partir daí o time vai vencendo na base do eficiente estilo “bumba-meu-boi” que era usado pelo treinador no time paulista. Lá pela metade do segundo turno nos tornamos líderes. Muricy manda ter pés no chão, diz para o Márcio Braga não se empolgar e sair falando asneira. Por fim, com cinco rodadas de antecedência o Flamengo conquista o hexacampeonato brasileiro da sua história, o quarto seguido do técnico mago Muricy Ramalho.

“Sonho meu, sonho meu. Vai buscar quem mora longe sonho meu”. Muricy pode até não morar tão longe assim, mas tudo acontecer conforme foi descrito acima como num passe de mágica da forma que a maioria rubro-negra inconscientemente imagina, é de fato um sonho. E um sonho bastante distante quando nos referimos ao nosso clube.

É lógico que eu gostaria também de vê-lo no Fla, afinal, não existe atualmente no Brasil treinador mais vencedor que este. Sua competência é indiscutível. Porém, no fundo no fundo todo mundo sabe que a ida de Muricy para a Gávea seria um retrocesso. E ele mais do que ninguém é o maior sabedor disso. Já sei que vão me falar que estou louco. Que o Flamengo como clube não deve nada ao São Paulo, que somos tão grandes como eles, e blá blá blá. De fato tudo isso é real. Mas este Flamengo que vemos hoje não faz nem sobra ao que sustentado pelo seu passado glorioso. E quando me refiro a glórias, não quero massacrar as equipes e jogadores que passaram por aqui nos últimos anos e sim fazer referência à instituição como um todo. E quando comparamos o clube Flamengo com o profissional Muricy, encontramos uma distância bem grande.

Enquanto o treinador surgia no mercado da bola e sempre numa crescente até se tornar como agora é considerado um dos melhores do país, o Flamengo teve caminho inverso. Entre fugas de rebaixamento e precariedade em sua estrutura, não conquistamos muita coisa além de alguns carioquinhas. Em contrapartida o técnico passou por clubes que lhe ofereciam ótimas condições de trabalho como Internacional, São Paulo e até mesmo o São Caetano de 2004. Foi virando especialista em montar equipes competitivas e criando obsessão por títulos sempre com muita seriedade e cobrança.

Por tudo isso é fácil entender por que, embora possamos achar que a parceria Flamengo Muricy possa dar certo, o contrário seria quase impossível de vingar. Talvez se tivéssemos dirigentes competentes, que trabalhassem em prol de um Flamengo decente com toda a estrutura que um time precisa, seria compreensível imaginar a vinda do treinador. Porém da forma que nos encontramos, seria muita ousadia do Muricy se arriscar colocar em cheque a carreira vitoriosa e toda a admiração e respeito que ele conquistou até aqui.

Vamos tirar o cavalo da chuva. Para não decretar a negação de vir para o Flamengo, pois sei que tudo pode acontecer nesse meio futebolístico - até mesmo um dos mais cobiçados técnicos se sujeitar ao retrocesso - arrisco colocar como possibilidades remotíssimas essa transação. Temos o Cuca e à ele que precisamos mais do que nunca apoiar para que a situação que já não é nada confortável, não piore ainda mais. Mesmo estando num mau momento, não temos o pior técnico do mundo e talvez a permanência de Cuca possa vir a dar frutos lá na frente, nunca se sabe. Lembrem-se que torcemos para o Flamengo e não para técnico B ou C. Não adianta dar um passo maior que a perna. Para crescer, as coisas devem acontecer passo a passo. Até que um dia o sonho de ter no comando um técnico como o Muricy nas condições à altura das que merecem o Flamengo deixe de ser um sonho e se torne realidade.

17 de junho de 2009

Mudam-se os personagens, permanece a sinopse.

Algo que tem me intrigado bastante no noticiário diário do Flamengo são as constantes matérias dizendo que o elenco está insatisfeito com o Cuca, o que já virou até justificativa para as últimas vergonhosas derrotas. O treinador nega ter rixa com alguém do grupo e nenhum jogador também afirma com todas as letras a suposta insatisfação, mas também se esquivam quando o assunto em pauta é a relação entre o grupo e o técnico.

Se tem uma coisa que me irrita demais é quererem convencer-me de que o time toma duas sapatadas, vira uma das defesas mais vazadas do campeonato, saco de pancadas de timecos como Sport e Coritiba simplesmente por quererem tirar o técnico. Não é defesa minha ao Cuca. Até a estréia do Adriano estávamos bem. Os números apontavam uma boa campanha do time na temporada até então. A equipe parecia engrenar com a referência na área, não havia por que trocar de técnico. Depois da convocação do Kléberson que tudo começou a desandar. Aí sim o Cuca se perdeu totalmente na armação do time e começou a fazer uma lambança atrás da outra e por isso virou um dos grandes responsáveis pelas últimas derrotas. A partir daí a ele passou a ser credenciada grande parcela de culpa pelos fracassos. Então que sejamos claros e responsabilizemos o técnico junto com o time pela derrota em campo, pelas lambanças de escalação e atuação, respectivamente de ambos. Agora querer isentar o time de culpabilidade justificando que estão sacaneando o treinador chama-se covardia.

O Bruno fala em seleção na sexta-feira e franga no domingo porque simplesmente não gosta do Cuca e quer que ele saia? O Wellinton faz gol contra, vacila, também para derrubar o técnico? Não acredito que jogadores como Angelim, Ibson, Willians e Aírton estejam entrando nessa onda plantada pela imprensa e torcida de que as derrotas vêm acontecendo por conta de descontentamento do elenco com o treinador. E mesmo que estejam nessa, iriam querer tomar de quatro, cinco do jeito que aconteceu de propósito, se propor a sustentar uma forte crise na Gávea pura e simplesmente para que troquem o técnico?

O pior é torcedor caindo nessa, sempre credenciando os micos especialmente aos treinadores. Ano passado a partir do momento que começamos a cair pela tabela dizia-se que o Caio Júnior não se entendia bem com o elenco. Em 2007 chegaram a cogitar até que o carinho do Papai Joel não era recíproco de todos os jogadores. De fato poderia até não ser, aliás, nenhum treinador é unanimidade em nenhum elenco, pois sempre existe um ou outro jogador que ficará chateado por não jogar ou até mesmo por alguns métodos de trabalho usado pelo treinador. Mas quando mesmo assim o time está bem, como acontecia na Era Joel, ninguém toca no assunto de insatisfação. Contudo, se a fase é ruim todos preferem apontar velhas desculpas para antigos problemas. Enquanto isso aguardo quando essa tal suposta boicotagem acontecerá contra a diretoria amadora que vem afundando o clube. ‘Cucas’, ‘Juans’, ‘Brunos’ e ‘Leonardos Moura’ da vida passam.

A imprensa e torcida vão se especializando em muitas vezes arrumar chifres em cabeça de cavalo. A causa da doença ninguém quer tratar. Preferem apontar sempre os mesmos vilões, massacrar sempre os mesmos atletas, pendurar as mesmas faixas e cantar as mesmas musiquinhas com palavras de protesto e ordem no Maracanã quando a coisa está preta. Depois troca-se o treinador, muda-se os jogadores, vem uma ou duas vitórias e todos voltam a ser ‘seleção’ e ‘o melhor do Brasil’. Até que as mesmas falhas aconteçam, os mesmos vexames ocorram e tudo venha à tona de novo. É como uma novela, onde só mudam os personagens de uma para a outra e a sinopse se repete.

Enquanto isso o tumor vai se alastrando como quem dá de ombros à maior torcida do Brasil. Esta quando é citada como também responsável pela derrocada do clube, se sente ofendida como se fosse somente vítima de tudo. Poucos têm consciência de que também somos cúmplices quando ficamos inertes a tudo que acontece. Até chegarmos ao fim que chegaram outros grandes clubes com pequenos dirigentes. A última década vem mostrando que não existe mais nome, massa ou peso de clube que sustente uma má administração. Ainda dá tempo de mudar. Basta a gente parar de bater no peito que somos ‘a maior’ e de fato se comportar como tal.

12 de junho de 2009

Pra dar uma tranquilizada

Não bastassem as críticas de alguns torcedores e de membros da diretoria que não tem falado a mesma língua, parece que o Cuca resolveu mesmo cavar sua própria cova. A virada surpreendente que levamos contra o Sport parece não ter sido suficiente para o nosso treinador acordar de vez.


Vamos encarar o Coritiba e ele ainda insiste na escalação errada de novo. Vai de Wellinton e Everton tendo Fabrício e Fierro no banco.
Será que só o Cuca ainda não enxergou que essa zaga com Wellinton não dá certo? Quantas vezes será preciso perder para ver que o garoto não se entende com o Angelim? Não é implicância. É óbvio que tem futuro e pode ser um grande zagueiro, mas ainda não encaixou no time do Flamengo ao lado de Angelim e Aírton. É inseguro e assim não passa confiança aos seus companheiros.

Dessa vez ainda vamos sem o Willians. Tudo bem que na partida passada ele também teve aquele ‘branco’ e colaborou para a derrota, mas tem créditos de sobra com a torcida, é importante no esquema do time e certamente fará falta.
Se a gente vai sem Léo Moura, Emerson, Willians e Kléberson além de Maxi que desfalcará o banco de reservas, pelo lado do adversário são nada mais nada menos que quatro desfalques. Marcelinho Paraíba, Márcio Gabriel, Pereira e Carlinhos Paraíba não jogam e o que esquenta ainda mais o jogo é o fato do Coxa ser o lanterna do Brasileirão e jogar em casa precisando vencer urgentemente.
Ainda assim, a situação na Gávea é bem mais crítica. Tudo aqui é tem dimensões maiores. Se não fosse o Ninho do Urubu, a pressão seria ainda pior essa semana pós- derrota feia no Recife e algumas polêmicas. No adversário se sabe que mesmo em caso de derrota, na terça-feira ninguém vai faltar treino, o técnico não vai cair e a pressão da torcida não será nada além do normal.

Outro aliado do time do Sul é o retrospecto no confronto entre as duas equipes. A última vitória rubro negra, na casa do adversário, ocorreu há pouco mais de dez anos, mais exatamente no campeonato Brasileiro de 1998. São sete derrotas só nessa década. Tudo bem que os tabus não entram em campo, mas dá pra ter uma idéia do quanto é complicado vencê-los no Couto Pereira. Mesmo eles não tendo vencido em casa até agora na competição, todo cuidado é pouco.
Se eu fosse o Cuca bem que lembrava desses números na preleção para ver se esse time toma tino e além de jogar direito, coloque por terra de uma vez essa história de freguesia na casa deles. Já que o caldeirão já está quente mesmo, fazer ferver de vez não vai piorar. Se vencer, dá uma aliviada. Se perder, volta a esquentar de novo, então, que encarem a partida como uma decisão mesmo. Aliás, já deveriam estar fazendo isso desde a primeira rodada, porém como não foi o que pareceu no último domingo quando até então sustentavam um ótimo retrospecto contra o Sport, que façam a partir de agora entes que seja tarde demais.

Com esse time que vai a campo dá para vencer. Mesmo não concordando cem por cento com a escalação, ainda temos mais time para encarar o Coritiba fora e voltar com a vitória. Sinto que o ataque pode dar certo com Adriano e Josiel e pelas laterais também podemos ser bem fortes já que o Everton Silva vive em fase melhor que o Léo Moura e pelo lado esquerdo o Juan revezando com o Everton pode render frutos também se resolverem fazer o feijão com arroz simples.
No mais, não há tanto mistério. São dois times precisando atacar e conquistar os três pontos para espantar um pouco a chamada crise. Se não der outro surto de amnésia no time de Cuca de novo, vencemos. “Vai pra cima deles Mengooo!”

10 de junho de 2009

"Até que tudo acabe em pizza mais uma vez."

Todo mundo sabe que o clima ruim entre Cuca e os dirigentes do clube já vem se arrastando há algum tempo. Por isso, constantemente ouve-se rumores de que o treinador está a poucos passos de ser demitido ou de pedir demissão.
O preparador físico Riva Carli, indicado por Cuca, já pediu as contas e se mandou para o Atlético do Paraná. Tudo porque nossos jogadores não se acostumaram com o método de trabalho dele, segundo as poucas informações que foram passadas a nós torcedores.


Como a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, Riva não agüentou a pressão e pediu pra sair. Afinal, não dá para trabalhar com quem não se tem um bom entendimento e com pessoas que, apesar de serem atletas, infelizmente ainda não aprenderam a receber ordens, concordando ou não com elas.

E o técnico Cuca está indo pelo mesmo caminho. Depois de ter que engolir goela à baixo a contratação de Petkovic sem seu aval, agora o treinador estaria insatisfeito com a indefinição de certos jogadores cujo contrato termina em breve. E sem respaldo da diretoria para barrar outros que não estão rendendo o necessário, Cuca - que até então pelos números apresentados faz um bom trabalho (31 jogos -17 vitórias – 5 derrotas) - pode encerrar seu vínculo na Gávea muito mais por problemas externos do que pelo que vem fazendo à beira de campo.
Outra situação que também tem chateado a comissão técnica (e com razão) foram as ausências mal explicadas de Adriano na reapresentação do time em duas semanas. O atacante ainda não está na forma física ideal, sem entrosamento com o restante do time e não poderia ser liberado assim duas vezes em menos de três jogos, visto que já foi incorporado ao elenco e perante toda a expectativa que se coloca nele, acaba causando polêmicas que poderiam ser evitadas se optassem pelo diálogo claro entre todas as partes.

Diante de tudo isso, se Cuca sair, quem será o novo
marionete no comando da equipe?
Renato Fanfarrão Gaúcho, que é mais jogo duro que o atual treinador?
Nelsinho Batista, que é cascudo e certamente não aceitará interferências em seu trabalho? Ou haverá outro subordinado que aceite o rótulo de comandante sem realmente ter total liberdade para comandar? Duvido muito que exista esse outro.

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Só sei que se continuar desse jeito, com todo mundo se achando no direito de mandar em todo mundo e a Gávea numa bagunça sem previsão de fim em ano de eleição, o Cuca realmente não vai se submeter a essa situação e o clube começará a ir de mal a pior nesse ritmo, pois ninguém vai resistir trabalhar onde há muitas disputas internas e intromissão de todos os lados.

A tal ‘carta branca’ na Gávea é a maior enganação do mundo. Na verdade ninguém nunca tem total liberdade para exercer seu trabalho tranquilamente. É jogador que se acha estrelinha sendo acobertado pela diretoria, é empresário forte se achando no direito de ter ‘seu jogador’ entre os titulares, é dirigente pensando sempre em seus interesses metendo o bedelho aonde não deveria. Por isso o clube dificilmente consegue passar um ano inteiro com o mesmo treinador. Muitas vezes toda essa intromissão se reflete em campo e até os jogadores entram na boicotagem tornando o clube num parque de diversões. Parte da torcida, que até certo ponto é ingênua, acaba crucificando um monte de gente justa e injustamente. Em algumas vezes alguns dos seus membros se sentem autorizados a mandar também e aí transformam de vez a Gávea num inferno.

Aí o ano passa, os cartolas que saem certamente conseguem seus objetivos. Os empresários e jogadores passam e a maioria consegue se aproveitar da vitrine Flamengo e dificilmente dão passo para trás na carreira. Os técnicos que fazem o rodízio no ano são esquecidos. A torcida fica com cara de tacho mais uma vez sem saber a quem culpar ou cobrar. E o pepino é passado para a mão do novo presidente que na maioria das vezes é figurinha repetida.

Depois ainda duvidam se a proposta de mudar a política, a forma de administração do clube é boa ou não. Pra mim não há mais dúvidas. Talvez ainda surja alguém disposto a tocar o barco para frente na atual conjuntura de forma transparente e como deve ser, porém precisará descobrir primeiro onde fica a fonte da juventude antes de ganhar cabelos brancos em velocidade jamais vista anteriormente e alguns problemas cardíacos ocasionados por situações de alto estresse.
Enquanto isso só acompanhamos os capítulos da novela. Cada um com a sua opinião formada sobre tudo e poucos dispostos a unir as ideias em prol de algo que possa mudar o atual enredo que vive o Flamengo. “Até que tudo acabe em pizza mais uma vez...”

8 de junho de 2009

Sport 4x2 Flamengo: Paciência tem limite.

Véspera do jogo contra o Sport na Ilha do retiro. O que esperar de um time que vinha embalado por duas vitórias, animadaço com o retorno de um grande jogador e enfrentava um adversário que podia considerar freguês, assim como seu técnico?
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Por outro lado, o que esperar de um time abatido por ter sido eliminado da Libertadores, com técnico trocado, uma equipe que ainda não tinha vencido no campeonato, jogava em casa com esquema e time mudado, pressão da torcida e necessidade de vitória?
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Clima perfeito para o primeiro e péssimo para o segundo certo? Errado. Bom, no começo até pareceu certo mais precisamente até os 25 minutos do primeiro tempo.
O Flamengo - o visitante e favorito - começou a partida a cem por hora. Aproveitou dois vacilos do Sport - o mandante e desacreditado – e botou 2x0 na conta dos iludidos de 87. Confesso que fiquei boquiaberto com o resultado tão cedo e acho que os jogadores rubro-negros (me dói chamá-los assim) também não acreditaram. Certamente, todo flamenguista que se preze imaginou que venceríamos fácil, talvez até com goleada depois desse dois a zero precoce. Mas dessa vez esqueci-me de lembrar que este nosso time sem vergonha tem prazer em complicar tudo que está fácil demais. Na final do carioca eu avisei. Comentei com o meu pai ainda antes do jogo que, apesar do Botafogo ter ido desfalcado de seu principal jogador, era aí que teríamos que ter mais cuidado ainda porque como já virou praxe, esse time adora dar tapa na própria cara. E não deu outra coisa. Por pouco não perdemos o título que estava na mão. Na ocasião, o Bruno incorporou o espírito de ‘goleiro de seleção’ e garantiu a nossa festa na favela.

Nesse domingo conta o Sport nem cogitei a possibilidade de tomarmos um susto desses. Tudo conspirava a nosso favor, menos o próprio Flamengo. Este é o que mais gosta de jogar contra si mesmo. Antes da partida, animadão fiz um monte de profecias e deu tudo ao contrário. Embora também tenha ficado muito intrigado com a idéia mirabolante do Cuca em escalar o Wellinton na vaga do Kléberson e adiantar o Willians, desta forma mexendo bastante no esquema do time sem necessidade.
Num tópico da Flamengo (Oficial) até citei que o zagueiro sempre bate cabeça com o Angelim e não passa nenhuma confiança. Numa simples opinião, também disse que no lugar do Cuca, escalaria o Everton Silva na lateral direita e deslocava o Moura para o meio, coisa que ele (Leonardo) já faz naturalmente me irritando bastante por ser lateral e embolar com o meio campo. Porém desta vez estava autorizado a aventurar-se por lá.

Não tem jeito. O Cuca é cabeça dura e talvez por isso só tenha ganhado alguma coisa só esse ano, e não foi grandes coisas. No papel, independente do ataque ter surpreendido no início (sem nenhuma interferência do Willians como meia-esquerdo) estava claro que na prática esse esquema não vingaria. E a constatação foi rápida. Quatro gols em dez minutos. O técnico com cara de bunda à beira do campo e o time desnorteado vendo o passeio instantâneo do timinho do Sport (comparado ao nosso é timinho mesmo).
E o pior, vendo aquilo tudo não consertou a burrada que fez ainda no primeiro tempo e nem no intervalo. Todo mundo, acho que até o próprio Leão, estava vendo que além do Bruno, Wellinton estava destoando geral e fazendo o time abrir as pernas. Sinceramente, depois daquele primeiro tempo, eu teria voltado com o goleiro Diego, Everton Silva no lugar do zagueiro desastrado e Everton no lugar do Juan, outro que entregou o jogo com suas tentativas furadas de dribles e ficava de cai-cai sempre que pegava na bola. Três alterações e um belo de um esporro no vestiário dos que se ouve nas arquibancadas. Mas o Cuca às vezes demonstra uma frouxidão daquelas de bandido que está com o nome sujo na firma.

Então como não fez nada para mudar a vergonha que estava acontecendo, ficamos por isso mesmo. Voltamos para a segunda etapa pior do que terminamos a primeira. Tava mais fácil o Sport ampliar do que o Flamengo esboçar alguma reação. Desorganização total. O capitão Bruno mais parecia um gandula indo buscar as sacoladas do Sport dentro da rede. Mais perdido que cego em tiroteio, não dava aquela sacudida que se espera de um capitão na sua defesa, no time. E para encerrar sua péssima atuação com chave de ouro, quase tomou um golaço daqueles de placa que ele nunca mais iria esquecer, por ter ficado adiantado, aliás, como é costume dele principalmente aqui no Maracanã.

Foi triste acompanhar o restante do jogo. Agora imagino como não deve ter sido para os verdadeiros rubro-negros, os torcedores que estavam lá. Muitos viajaram de outro estado para acompanhar o time e receberam aquele indigesto presente.
Eu nem tive forças para escrever segunda-feira. Diga-se de passagem, assim como a Nação rubro-negra, estou arrasado até agora. Ter que ouvir conversa à fiada da torcida arco-íris e esculacho da imprensa a semana toda é revoltante.

Agora vamos para Curitiba pegar o Coxa, num estado onde obtivemos os piores resultados fora de casa de uns seis anos pra cá. Ao contrário dessa semana que passou desta vez o time vai jogar sobe muita pressão, assim como o time deles que não venceu no Brasileirão ainda e está na penúltima colocação. Se o Cuca continuar com a cara de pau em escalar o sistema defensivo da mesma forma já dá para ter uma idéia do que vai acontecer. É bom que assim me polpa de assistir outra vergonha. Se resolver fazer o básico e escalar sem maiores invenções, entramos com chances um pouco maiores de vencer e acalmar um pouquinho os ânimos da torcida. Essa que infelizmente já está se acostumando a levar cacetada e ser humilhada quanto mais carinho oferece ao time. Uma hora a ‘palhaçadinha’ vai ter que acabar. Se não for por bem, depois não se assustem se for por mal. Não fazendo apologia à maldade, porém sendo bastante realista, sabemos bem como essas coisas costumam repercutir entre torcida e clube, sobretudo lá na Gávea. Ou alguma atitude séria é tomada lá dentro por bem, ou não respondo por alguns que se dizem torcedores. Fica a dica para o bem do Flamengo e principalmente do baqueado coração rubro-negro.

6 de junho de 2009

Jogos para sempre - Fla 2x1 Sport - Um temporal de Alegria!


Sexta-feira, saio do meu colégio na Praça da Bandeira, pego o ônibus e em meio a chuva dou uma passada no Maracanã e busca do ingresso para o jogo do Mengão. Chegando lá, não demoro nem cinco minutos na fila, pois o movimento estava para lá de tranqüilo, em minha cabeça vem o seguinte pensamento: “acho que não passa de vinte mil com essa chuva e tempo ruim, mas não interessa, o que importa é que eu vou”. Então compro meu ingresso de cadeira azul, pois como iria sozinho e estava com pouca grana, a geral vip seria o ideal. Nesta altura, a chuva já apertara bastante. Tive que ficar esperando amenizar um pouco, pois estava sem guarda-chuva. Como custava diminuir a intensidade dos pingos, fui embora assim mesmo andando um bom pedaço até o ponto de ônibus que fica em frente a UERJ(Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Encharcado, cheguei em casa certo de que minha parte eu tinha feito e torcendo para que não tivesse que enfrentar outro temporal no sábado, dia do jogo. Mal sabia que no sábado, o tempo estaria bem pior.,Sábado, vinte e sete de setembro. Vou para o curso, volto e a hora nada de passar. A ansiedade aperta como sempre em dias de jogo do Mengão, principalmente quando estarei presente no Maracanã, afinal, só quem freqüenta sabe como é sair daquele lugar feliz da vida com a vitória ou decepcionado e frustrado com a derrota. Por volta das dezessete horas, após bater um papo com os amigos da comunidade Oficial do Flamengo no Orkut, me agasalho e saio de casa rumo ao Mário Filho. Caminhando em direção ao portão dezesseis, vou observando o movimento de torcedores, as bilheterias e a empolgação das pessoas, apesar do frio e da chuva que castigava o Rio de Janeiro. Entrei no estádio e procurei por um lugar, em vão, pois as cadeiras que se encontram embaixo das arquibancadas já estavam tomadas de gente e a solução foi ficar em pé por ali mesmo enquanto a bola não rolava.

Dezoito horas e vinte minutos começa o jogo, eu nesta altura do campeonato já não estava mais me escondendo da chuva, quando percebi, já estava lá na frente com o pessoal que também não estava se importando com chuva e empolgado, torcia pelo ‘Mais Querido’. Intervalo de jogo, um pouco temente pelo pior, continuo confiante de que venceríamos na segunda etapa. No segundo tempo, em meio ao dilúvio que ficava mais forte e intenso cada vez mais, veio o gol do Sport. A torcida que já estava impaciente com o zero a zero, cala-se e o clima tenso tomou conta do Maraca durante quase todo o segundo tempo. Minha reação foi apenas abaixar a cabeça e pensar se todo meu esforço não valeria à pena. Levantei os olhos ao céu e falei: “Meu Deus, ajuda o meu time a virar esse jogo, por favor!”. Continuei assistindo, calado, meio que com um nó na garganta, até que aos trinta e seis minutos sai o empate.
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Comemorei ainda contido, pois queria mesmo era a vitória, o empate não nos interessava. A partir daí, a torcida começou a colocar o time nos braços e no embalo do “vamos virar Mengo!”, sai o gol da virada. Explosão de alegria. Os mais de quarenta mil rubro negros comemoraram como há algum tempo não se via. Eu levantei as mãos ao céu e agradeci a Deus, gritei, pulei, apertei a mão dos caras que estavam ao meu redor e a partir daí empurramos o time até o apito final. A chuva? Nessa hora ninguém nem lembrava mais que estava chovendo. Um frisson tomou conta do Maracanã. Certamente um dos jogos mais emocionantes dos últimos tempos, principalmente para quem esteve lá como eu. Não pela partida em si, mas sim pelas emoções vividas num jogo atípico. Não jogamos como campeões, porém a vitória foi de time campeão. A alegria e orgulho de mim mesmo, da minha torcida e do meu time ficarão lembradas neste jogo por toda a vida.
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Neste domingo, 07 de junho de 2009, espero que saiamos vencedores mais uma vez contra o Leão na Ilha do Retiro, desta vez o Imperador como o herói da tarde. Vitória esta que pode nos colocar na segunda posição da tabela e já começar a queimar as gorduras neste início para o título ficar bem encaminhado nas rodadas finais.
VAI PRA CIMA DELES MENGOOOO!!!

Por: Eduardo Matheus

3 de junho de 2009

Quem substitui Kléberson no Mengão?

Kléberson serve a seleção brasileira e desfalcará o Fla em pelo menos cinco jogos.
Perdemos um jogador que, mesmo não sendo o principal do setor de meio campo, vinha tendo boas atuações e sendo importante no entendimento da equipe. Como suprir a falta do Penta agora? O óbvio e mais sensato seria colocar alguém que não fuja muito das características e que não comprometa o bom rendimento do time até aqui. Trocando em miúdos, substituir seis por meia-dúzia. Mas não parece ser o que pensa o Cuca.

Ao que tudo indica, ele prefere adiantar o Williams para o lugar de Kléberson e Wellinton ser o novo-velho terceiro integrante do trio defensivo. Uma mexida que não cheira nada bem. A meu ver, é uma diferença considerável Williams passar de quase terceiro zagueiro para segundo homem de meio campo avançado como atua Kléberson. Principalmente quando as qualidades técnicas são bem grandes. Já Wellinton não me inspira confiança de jeito nenhum. É apavorado e sempre bate cabeça com o Angelim.

Para o meio campo, temos várias alternativas que podem substituir Kléberson sem mexer muito no jeito de jogar do time.
Olhando para o nosso banco de reservas, Zé Roberto teoricamente seria o nome ideal se estivesse em sintonia com o time. Mas não parece estar em sintonia nem consigo mesmo, então se torna carta fora do baralho, apesar de ainda compor o baralho rubro-negro.

O segundo nome é Erick Flores que caiu muito de rendimento depois do Carioca e perdeu um pouco a credibilidade. Ainda não inspira confiança para entrar de titular em competições mais difíceis, embora alguns torcedores defendam seu lugar nesse time.

Outro bastante requisitado por parte da torcida, mas preterido pelo técnico Cuca é Fierro, que já está a quase um ano no clube e ainda não teve nenhuma boa sequencia de jogos para mostrar o seu valor. O mínimo de qualidade o chinelo tem, senão não seria constantemente escalado para a seleção de seu país. Não é a solução dos nossos problemas na armação (que ainda existem, podem acreditar), mas pode ser uma alternativa interessante nesse meio campo.

Com prestígio ainda pior que os três citados anteriormente, vêm Jonatas que se tornou mesmo o peso-morto da Gávea. Até os defensores e admiradores do seu futebol (como eu) parecem ter desistido dele. Cheguei à conclusão de que o problema não está nos técnicos. Passaram Joel, Caio Júnior, Cuca e com nenhum desses o volante engrenou.
E olha que, mesmo sem toda a simpatia do Cuca, este foi o que mais apostou no volante até utilizando-o como meia, onde teria mais liberdade de mostrar toda sua técnica. Porém, definitivamente a questão de Jonatas é extra-campo mesmo e só ele pode reverter quando resolver se mancar. Portanto, essa é outra carta mais do que fora do baralho que não substitui Kléberson.

A última tentativa um pouco mais complexa, porém já utilizada com certo sucesso, é transferir Léo Moura para a posição e promover Everton Silva para a lateral direita. Léo Moura é habilidoso, tem visão de jogo, tem movimentação, é veloz (quando quer) e é mais entrosado com o Ibson. A meu ver é o mais capaz de fazer o que o Penta vinha fazendo. O time ficaria mais forte defensivamente com Everton Silva e poderia ganhar em maior criatividade com Léo Moura ao lado do camisa 7.

As opções estão aí. Basta o Cuca fazer a escolha certa e depois não ficar igual um desesperado durante o jogo tentando consertar alguma burrada na escalação inicial.
E para você, quem é o substituto ideal de Kléberson nesse período?

2 de junho de 2009

A apresentação do Pet e algumas observações.

Sinceramente, estou sem ânimo nenhum para falar da reapresentação do Pet ontem.
As imagens falam por si só. Ele e o Delair ao lado, alguns membros da torcida fazendo farra e a imprensa querendo botar lenha na fogueira com perguntas bem tendenciosas. Mas isso é o papel deles né, até eu se fosse jornalista iria cutucar a onça depois de tudo que se viu e ouviu envolvendo essa negociação.

Como flamenguista, fico indignado é com outra coisa. A guerrinha de vaidades em época de eleição que acaba afetando aonde não podia e nem deveria afetar. São uns querendo aparecer de um lado, outros do outro. Kléber Leite aproveita a situação para fazer birra porque quer se candidatar ao lado da Patrícia Amorim. Delair aproveita a situação de ter estado temporariamente com as rédeas na Gávea para querer aparecer como o ‘salvador da pátria’. Márcio Braga não fede nem cheira. Sua presença não fez tanta diferença como um presidente de pulso deveria fazer. E Cuca tenta lidar com tudo isso sem querer entrar em polêmica, mas acaba entrando ao não se posicionar de verdade e transmitir por meio de terceiros a sua pouca satisfação com a chegada do meia. Entre a torcida há os que apóiam a vinda do jogador, os que não apóiam e os que ficam em cima do muro. Eu me incluo no terceiro grupo. Fica difícil se posicionar quando as coisas não são claras. Por isso prefiro esperar o desenrolar dos dias para cravar uma opinião concreta e não me equivocar com já fiz algumas vezes.

Dentro de campo são outros quinhentos. A experiência e vontade de vencer com o manto sagrado podem pesar principalmente pra quem sabe o que faz com a bola nos pés. Mas para que isso aconteça, Pet precisa estar em forma, precisa conquistar a simpatia do treinador e precisa mostrar à que veio dentro de campo. Depois de todos esses ‘precisa’, concluímos que está muito cedo para cornetar ou festejar seu retorno. Fora de campo não dá para ficar de um lado ou de outro. No começo confesso que minha aprovação foi à possível atitude do Cuca e da comissão técnica em largar tudo. Eu faria o mesmo se de fato isso acontecesse, contudo, o equilíbrio do Cuca me surpreendeu numa situação dessas. Deve ter virado flamenguista mesmo ou já teria chutado o balde como em outras épocas.

Agora, como nada de muito surpreendente aconteceu como a imprensa previu que poderia acontecer, não tem como concordar com lado A nem com o B e muito menos com o C. Tanto MB como Delair quanto KL são farinhas do mesmo saco. Às vezes um ou outro faz algo que preste, mas ao mesmo tempo fazem questão de provocar um pé de guerra na Gávea.
O certo é que o Pet está aí. Como não tenho nada contra a pessoa do sérvio e tampouco com seu futebol enquanto esteve no clube em sua primeira passagem, só me resta dar as boas vindas e desejar sucesso neste novo momento de sua carreira.

1 de junho de 2009

De aprendiz à professor: O retorno do Imperador.

Trinta e um de maio de dois mil e nove. Um dia histórico para milhões de flamenguistas.
Mas, sobretudo para um em especial. Adriano. O garoto da Vila Cruzeiro. Alto, franzino, humilde e sonhador. Como muitos que sonham em um dia vestir o manto sagrado e ouvir ao menos uma vez um coro entoando seu nome.


Mas o que esperar de um moleque do morro, sem muito estudo, de família com pouca condição financeira e sem conhecimento de pessoas influentes no ramo? O máximo que se imagina é que seja apenas mais um no meio de tantos. Tantos que, apesar de sonharem com um futuro melhor e o brilhantismo na carreira, convivem com inúmeras situações adversas ao seu redor que muitas vezes o impedem de prosseguir.
Mas desde garoto, Adriano já era forte. Forte na mentalidade. Forte na luta pelos seus ideais.

Em 2000 o garoto da Vila Cruzeiro aparecia nas divisões de base do Flamengo.
É lateral? É zagueiro? É meio campo? Não!
É atacante. É arrojado. É matador. É artilheiro. É Imperador.

A transformação foi instantânea. Mais rápido que ele próprio imaginava se tornou ídolo. Ídolo não só de uma torcida e sim de um país. Aos dezoito anos já vestia a amarelinha pela primeira vez. Aos dezenove ainda procurava se firmar num grande clube europeu. Aos vinte e dois, a glória. Destaque na Internazionale e na Itália conquistou vários títulos importantes.

Aos vinte e quatro anos, o declínio. O Imperador, agora já formado, começa a ver seu sonho esvair-se após lutar contra a depressão devido à morte de seu pai e problemas pessoais. Muitas críticas por causa dos maus desempenhos, afastamento da equipe, boatos de péssimo gosto. Parecia que o Imperador teria abdicado do trono.

Em 2008 uma tentativa de recuperação. O São Paulo resolveu abrigar Adriano para reabilitar seu condicionamento físico, seu gosto pelo futebol, sua alegria de viver.
O mostro da pequena e grande área se esforçou, correu, ajudou, fez alguns importantes gols para o time paulista. Porém, aquele recomeço era pouco para quem tinha sido ‘o cara’. Todo conforto que o clube paulista oferecia não bastava. Ainda havia algo que agonizava Adriano. Aparentemente ‘o menino da favela’ estava bem, pronto para voltar a brilhar de novo. Mas, só aparentemente.

Com poucas chances de dar continuidade ao que havia feito no Brasil, Adriano amargava a reserva no clube italiano. Longe da família, tinha tudo que queria, mas faltava a maior estrutura que um homem pode ter. As pessoas de quem gosta ao seu lado.

Resolveu largar tudo e voltar. Uniu a sua insatisfação de estar longe do seu povo, da sua comunidade, do seu time, com um misto de ‘kaô’ – como diria o próprio - de que pararia definitivamente de jogar bola. A vontade de um craque é soberana.
A vontade soberana de Adriano se cumpriu. Ele voltou. E só por estar entre nós o sorriso do garoto da Vila Cruzeiro voltou. E com ele, o grito da Nação ecoou.

Adriano estreou e tirou onda, como um bom carioca costuma falar. Levou uma multidão ao Maracanã. Ia jogar só 45 minutos, mas as pernas estavam sedentas por mais.
O coração pulsava e sangrava de tamanha emoção. Ainda queria sentir um pouco mais do calor da Massa. Só isso bastava. O gol seria conseqüência. Afinal, não há dinheiro que troque a felicidade de estar nos braços da Nação rubro-negra como ele mesmo disse.

Para fechar com chave de ouro a tarde de gala e explodir o Maracanã, o menino favelado reviveu a emoção de ouvir milhões de flanáticos comemorando um gol seu.
O Imperador voltou. Para quem desdenhou do seu poderio agora se rende juntamente com seus súditos rubro negros à sua maestria.

Por trás dos cento e dois quilos, Adriano mostrou ainda ser aquele garoto sonhador do morro e que vai atrás do que quer sem temer as circunstâncias ao seu redor.
Agora os sonhos não são mais materiais. O que ele quer é uma realização pessoal.
Fazer tudo do jeito que planejou no início da carreira. Andar tranquilamente na favela onde nasceu e ser o Imperador com o único manto sagrado.


O desejo está se realizando. Os primeiros passos foram dados. Acho que Adriano gostou da recepção de boas-vindas e certamente agradeceu aos céus por ter voltado.
A Nação também agradece aos céus por você Adriano. Obrigado por ser esse exemplo de humildade. Obrigado por ter mostrado o que é ser flamenguista e que não existe empecilhos para quem verdadeiramente ama esse clube. Obrigado por nos fazer ter um ídolo excepcional de novo. Obrigado por nos fazer sonhar mais uma vez com o Hexa e por você fazer parte desse sonho. Obrigado pelos gols que virá. Obrigado por ser ‘o Imperador’. Obrigado Adriano.

Eduardo Matheus