Saudações Rubro Negras!

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31 de julho de 2009

Quem é Atlético-MG? Mengooooo!!!


Eu disse que não tinha trauminha do ano passado! Andrade pode não ser o técnico mais inteligente e estrategista do mundo, mas não é irresponsável ao ponto de cometer as loucuras que Caio Jr cometeu e nos fez dormir de cabeça inchada naquele 11 de outubro de 2008. Sim, porque tomar três gols desse timezinho de segunda do Patético é realmente hilário. Só é possível quando alguém faz uma cagada muito grande como escalar Sambueza de ala ou quando o dia está super, hiper, mega carregado. Do contrário, não dá para deixar de passar o rodo no Buátafogo de Minas. É para isso que estávamos lá no Maraca em pleno frio, às nove da noite.


O adversário? Um tal de Atlético aí que veio pra cá cheio de marra crente que ia cantar de galo em terreno de Urubu novamente. Primeiro tentaram de forma bem baixa, meter um terror psicológico no nosso time com as lembranças do fatídico confronto do ano passado. Viram que o Tromba não tava de bobeira e baixaram ainda mais o nível querendo botar medinho na gente com o Tardelli "O Talentoso"(esse deve ser a nova apelidela do Galvão à mais um atacante que veste a amarelinha). Pois é, nada mais que um jogador talentoso em boa fase, Diego Tardelli tava se achando o rei da cocada ao ponto de imaginar que voltaria ao Rio abalando Bangu. Coitado. Nosso sistema defensivo nem tomou conhecimento desse jogador que não passa de mais uma convocação do Dunga só para não dizerem que ele não liga para os jogadores que atuam aqui no Brasil. Ou alguém acha que o tal de Tar-de-lli será ao menos lembrado para a Copa do Mundo quando se tem Ronaldo e Adriano no páreo doidinhos para retornar à Canarinho além dos outros que são praticamente intocáveis até o Mundial? Imaginar isso só pode ser piada para mineiro mesmo. Afinal, só eles acreditam que tem a torcida mais fervorosa do Brasil, que seu time não é cavalo-paraguaio e que Flamengo x Atlético é clássico.

Tudo bem que decidimos Brasileiro e fizemos alguns jogaços durante a história do duelo, mas e daí? O que o ‘Galo forte vingador’ tem de tão espetacular em termos de títulos para querer impor uma rivalidade tão grande com a gente? Para mim eles não passam de mais um time brasileiro que odeia o Mengão pelos motivos que todo mundo já conhece e nem cabe citá-los aqui. Só por sermos considerados por eles e pela mídia o maior rival do clube mineiro depois do Cruzeiro, já se tem uma idéia do que o Flamengo representa na vida desse clube.

Pois então, se querem continuar com toda essa rivalidade infundada, não briguemos por isso. Só peço que nas próximas vezes que tomarem uma sacolada do Fuderosão, os atleticanos parem de choramingar porque assim pega mal demais para quem tem a tamanha audácia. Haa, esqueci que lá está o dirigente chorão ex-Botafogo Bebeto de Freitas. Tá explicado. Então nem dá para considerar os 3x1 como ‘troco’ porque o cartola já é freguês de carteirinha nosso. Certamente nem assistiu o jogo, se borrando todo só ao saber que enfrentaria o Mais Querido e esse medo refletiu no time deles que foi presa fácil no Maracanã diante de pouco mais de vinte e seis mil flanáticos. Por falar na nossa torcida, não posso deixar de registrar minha adorável estréia na UBZ. Sabia que essa Organizada (literalmente) era sensacional de ouvir falar e de contemplar por outros pontos do estádio, mas ainda não tinha pisado nas amarelas setor 17, à direita do Belini. Sem palavras. Cantamos o tempo todo, apoiamos e ainda puxamos o gesto mais sábio do dia que foram os gritos de “Fica Andrade”, sem contar a faixa confeccionada.

Parabéns não só à Urubuzada, mas sim a todos que estiveram no jogo e deram seu apoio mesmo depois do gol prematuro que tomamos. É assim que tem que ser! A Nação precisa empurrar, carregar essa equipe no colo nos momentos de dificuldade, coisa que tínhamos deixado de fazer de uns jogos para cá, mas parece termos voltado a abraçá-lo de novo. Isso também porque o próprio time resolveu se doar daquele jeito que nós gostamos e como bem disse o nosso técnico Andrade, com raça ninguém consegue bater de frente com a gente dentro de casa. A próxima vítima não poderia ser melhor. Pegamos o lanterninha Náutico no domingo. Sei que virão os papinhos de humildade, mas não leva à mal não, meu time não deixa! Domingo o Maraca fica pequeno neguinho! Vamos pra cima deles Mengoooo! Hahahahaha... tô rindo à toa...

29 de julho de 2009

Aqui não tem trauminha. A hora é essa Nação!

Flamengo x Atlético-MG não é um jogo que traga recordações recentes muito boas. Mas isso se torna mais um motivo para fazer do jogo desta quinta-feira mais especial ainda.
Nosso time vive um momento de imprecisão. Há dúvidas de até quanto essa equipe pode render mesmo com todas as limitações. Há dúvidas em relação ao novo comandante que até agora não foi revelado e nem ao menos se sabe se haverá de fato um novo treinador ou se Andrade será efetivado. Há dúvidas sobre o comportamento da torcida diante do time no Maracanã, agora com a tão desejada saída de Cuca e depois da vitória em cima do Santos fora de casa. Enfim, até mesmo a posição da equipe na tabela demonstra certa indefinição. O Flamengo tem ou terá fôlego para subir e chegar à tão sonhada disputa pelo título ou vai ficar na zona intermediária sem muitas aspirações até o final? São perguntas que só o tempo e os cartolas poderão responder.

Nosso sucesso ou fracasso dependerá muito de como esse time será conduzido daqui para frente. O próprio Atlético serve de exemplo para o atual momento do Flamengo.
O time mineiro perdeu o campeonato estadual, não chegou nem as quartas de final da Copa do Brasil e hoje com um time nada extraordinário vem fazendo boa campanha no Brasileirão, o que muito se deve à escolha acertada do treinador que soube encaixar o time tirando o máximo da qualidade de seus jogadores e fazer jogarem um futebol competitivo. Andrade tem o perfil capaz de conseguir tal proeza ou existe outro técnico que colocasse esse time cheio de falsas estrelas nos eixos? A resposta está nas palavras de Marcos Brás ao dizer que os resultados farão ou não o clube efetivar o ídolo como treinador do time. E talvez não tenha teste melhor que o próximo jogo contra o líder para embalarmos de vez na competição e sair desse meio-termo perigoso que estamos.

E para que tudo contribua para a vitória nesse jogo, a torcida será fundamental fazendo sua parte na arquibancada. Vejo que o time jogará pelo Andrade, assim como fez no domingo passado. Como eles mesmos dizem, o Tromba é de casa, conhece o grupo e se dá bem com todos, o que faz com que eles apoiem a permanência do interino. Por isso a torcida também deve um crédito e uma paciência além da que já vem tendo para com essa equipe. Isso significa apoio do começo ao fim num jogo que pode ser decidido no grito que soa da arquibancada, pois acredito sim que a nossa torcida, quando quer, pode ganhar ou perder jogo. Então, que tal torcer também pelo Andrade? Esquecer um pouco as vaias no primeiro passe errado do Kléberson ou no primeiro vacilo do Wellinton e empurrar até o minuto final rumo aos preciosos 3 pontos que nos colocarão vivos na parte de cima da classificação. Flamenguista tem que ir para o Maraca agora com o espírito renovado.

Chegou um momento do campeonato que a gente também precisa se decidir se vamos bancar a arrancada como em 2007 ou não. Por que é muito fácil só ficar lembrando, cobrar do time e se gabar em colocar 30-40 mil por jogo como se quantidade fosse sinônimo de qualidade, porém na hora de cantar e empurrar quando a parada está difícil, temos deixado a desejar ultimamente. Por que não voltarmos a cantar com mais frequência e vibração o ‘Tema da Vitória’ que embalou as sucessivas vitórias do time no Maracanã há dois anos? Creio que isso faria um bem danado ao Everton, Léo Moura e, sobretudo aos que estão surgindo agora como Camacho, Jorbison e Bruno Paulo. Não interessa se ano passado o Galo veio aqui e fez a festa diante de setenta mil pessoas. Na rodada passada mesmo o Mineirão lotado foi silenciado, e isso faz parte do espetáculo. Um dia é da caça e outro do caçador. Vamos parar de trauminha. Isso não faz e nunca fez parte do espírito de um verdadeiro flamenguista. Quem estiver disposto em ir pra luta tem que ir para somar e não andar para trás. Ataque nós temos. O meio campo a gente empurra e lá atrás a gente assopra que bola vai sempre passar longe do Bruno. Torcedor às vezes precisa se passar por louco para as coisas darem certo. E se isso representa colocar 60 mil flanáticos ensandecidos no Maraca numa quinta-feira à noite, que assim seja. O que não dá é ver o bonde passar e deixar de fazer a nossa parte como Nação Rubro Negra. A convocação está feita. Quinta-feira vista o Manto Sagrado e junte-se a nós. A hora é essa! “E essa taça vamos conquistar!”

26 de julho de 2009

LUTO. **Zé Carlos** In Memorian

07/02/1962 - 24/07/09

Salve o Tabu quebrado e viva o Imperador!

Quatro jogos sem vencer, crise interna, técnico demitido e para completar sendo aterrorizado psicologicamente pela imprensa devido o maldito tabu de nunca ter vencido na Vila Belmiro. A partida desse domingo tinha todos os ingredientes para selar de vez a má fase rubro-negra em todos os aspectos. Encarar o Santos em São Paulo sempre foi um terror, ainda mais quando do outro lado está um treinador que sabe muito bem tirar proveito do fator casa principalmente quando dirige o time santista.

Tá certo que era apenas a segunda partida de Luxemburgo dirigindo o peixe, mas apesar do mesmo número de pontos e situação parecida na tabela, não tinha nem como comparar a atmosfera que vive os dois times. O Santos jogava em casa, com um dos técnicos considerados ‘top’, vindo de vitória e sem grandes turbulências em sua direção. Muito ao contrário da gente. Acontece que quando se fala em Flamengo não dá para duvidar de absolutamente nada. O que está ruim pode piorar, o que está bom pode ficar ruim, o que está ruim pode melhorar e o que está bom pode ficar melhor ainda. Enfim, ultimamente fica cada vez mais complicado prever alguma coisa quando se refere a esse time. Ao contrário do tempo do Tromba. Quando as coisas andavam bem, permaneciam bem até o fim e podia-se encomendar festa do título que dentro das quatro linhas os caras garantiam. Hoje em dia a parada é diferente. Com um bando de aproveitador dentro e fora de campo, ao longo do tempo foram deixando o campeonato ficar engraçado para os outros e cada ano que passa mais sem graça para nós.

No entanto, coincidência ou não, quis o destino que Andrade pudesse ter o privilégio de dirigir a equipe em meio a tanta confusão e quem sabe dar o primeiro passo para uma Nova Era no Flamengo no milésimo jogo do clube em campeonatos brasileiros da elite. O que se viu foi um jogo bem fraquinho tecnicamente. Talvez o Santos pensasse que a tal escrita seria suficiente para a qualquer momento fazerem o gol e saírem com os três pontos. Em dado momento do jogo até parecia mesmo que isso se cumpriria. O Flamengo tinha maior domínio da partida na segunda etapa. Foi pra cima do adversário e quando já merecia abrir o placar, o fantasma da Vila resolveu assombrar e fomos amaldiçoados com um gol numa bola que pareceu defensável para o Bruno. E tomar gol lá é praticamente sinônimo de derrota quando se fala em Santos e Flamengo, afinal, como é que um time que não vence num estádio há 33 anos vai virar o jogo quando já se tem mais da metade do segundo tempo? Certamente muitos pensaram que acabava ali para o Flamengo a chance de quebrar o sinistro tabu.

Eis que na terra do Rei (Pelé) surge o Imperador. Ninguém melhor para desfazer qualquer amarra que estava impedindo o Fuderosão de vencer naquele ovo de estádio ocupado em péssimo número pela torcida que o merece. Em duas jogadas, certamente as mais perigosas, Adriano já tinha mostrado que não estava à passeio. Primeiro um tirambaço de fora da área que fez o goleiro se esticar todo e espalmar uma bola que tinha endereço certo numa cobrança de falta. Depois num toquinho dentro da área após um escanteio quase fez o grito da Nação rubro negra não fosse o reflexo e excelente defesa do arqueiro da casa. Mas foi na terceira tentativa ao melhor estilo Adriano de estufar as redes que o Imperador empatou o jogo. Pegou a pelota no meio campo e não pensou duas vezes antes de mandar uma bomba que pegou de surpresa até o cinegrafista. O suficiente para acordar a Massa e silenciar a torcida alvinegra. Acredito que não fui o único a olhar o tempo de jogo e dizer que dava para virar. Não só dava como ‘era o dia’.

A partir do empate que aconteceu aos 31 minutos voltamos a jogar melhor. O time do Santos que entrou em campo era bem muquirana e ficou mais ainda depois que Domingos e Neymar saíram. Se apertasse no finzinho tava na cara que eles entregariam o ouro. E não deu outra. A luz de Andrade brilhou ao colocar o garoto Bruno Paulo que entrou para dar o último toque rubro-negro que decidiria o jogo. Numa jogada pela direita, o menino cruzou e viu Pará empurrar para o fundo das redes. Não foi a primeira vez que um jogador se assustou com a sombra do Imperador e resolveu contribuir. No Flamengo 2x1 Atlético-PR, Antônio Carlos foi outro que tremeu com a presença de Adriano na área, mas nada comparado ao sabor gostoso que teve esse segundo gol na Vila Formiga. Ganhar do Santos nas atuais circunstâncias e ainda por cima de virada é bom demais! Faz até eu esquecer por alguns dias todos os problemas que temos e agir como a grande maioria fanática extrema e excessivamente emotiva dos torcedores ao dizer que voltamos a brigar pelo título (rsrs). Bom, depois de uma vitória dessas de vez em quando é bom se permitir ser menos ranzinza. Tanto que nem vou cornetar o Kléberson Peso Morto e o Wellinton Pereba nesse jogo. Salve o tabu quebrado e viva o Imperador!!!

24 de julho de 2009

Um caso sério a se pensar.

A cada dia que passa me convenço mais daquele ditado: “Não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar”. Quando vejo o dia-a-dia do Flamengo e a crise que só cresce cada semana, confesso que passo a refletir com mais seriedade sobre a possibilidade de chegar ao fundo do poço para que se possa encontrar um fio de esperança no futuro. E quando digo fundo do poço falo de rebaixamento pra lá mesmo. E pensar que sempre fui altamente contra aqueles que pensam assim.

Sempre achei e ainda acho até que se prove ao contrário, que um clube não precisa passar por essa vergonha ou quase falir para se re-estruturar e ressurgir com força no cenário nacional e internacional. Até porque um desgosto desse não é e nunca foi sinônimo de sucesso posterior principalmente se tratando de clube carioca. Sim, porque é muito fácil quando a gente vê comentaristas citando Grêmio, Corinthians, Palmeiras como times que precisaram cair para hoje terem uma melhora em sua gestão profissional e voltar a vencer. Nesses times a queda acabou passando apenas por uma tragédia momentânea. Quando nos referimos a clube carioca esse tipo de tragédia tem outro nome: tormento. Isso porque aqui o buraco é muito mais embaixo do que se imagina. Só para se ter uma ideia, o Fluminense quando caiu não voltou e para piorar, desceu ainda mais chegando à série C. O Botafogo não teve uma subida tão tranquila da série B e hoje não vive às mil maravilhas como se poderia prever pelo simples fato de ter caído. O Vasco não se tem certeza de sua presença ano que vem entre a elite, pois vive instável na segundona. Lógico que temos muito mais camisa, visibilidade e força no cenário nacional - ainda que ofuscada - que talvez não permitisse passar por tanta penumbra numa eventual queda, porém por outro lado também somos o clube campeão em dívidas e nossa credibilidade na praça só decresce ano após ano, o que dificultaria e muito as coisas, sobretudo se a direção permanecesse nas mãos de gente do quilate de Márcio Braga, Kléber Leite e tantos outros pertencentes à corja.

Mas eles (comentaristas) esquecem que essa teoria de ‘sucesso’ após descenso que parece virar uma lógica cada vez mais, não funcionou em todos os clubes, portanto não pode ser considerada regra. Afinal, se fosse assim o Bahia que é um clube grande e de massa, deveria estar caminhando para o oitavo título brasileiro e o quinto sul-americano de sua história.
Em contrapartida, os exemplos de vida tranquila após a queda e retorno à elite nos levam sim a parar para pensar se essa possibilidade pode virar uma solução para o nosso Flamengo sair do buraco ou pelo menos deixar de ser refém de quem só faz mal à instituição.
E voltando à frase citada logo no comecinho do texto, aí é que está a grande questão do negócio. E se a coisa piorar? Qual o panorama positivo que vemos com o declínio? Aconteceria uma revolução drástica para melhor na administração do clube ou as marcas e a amargura da queda só seria ‘mais uma’ mancha na história? Enfim, infelizmente essa onda de segundona parece ter pegado mesmo nos grandes clubes brasileiros, o que nos faz lamentavelmente até cogitar essa triste hipótese. Até que ponto o amadorismo, anti profissionalismo e falta de boas perspectivas levaram a pensar o torcedor em pleno século XI. É um caso sério a se pensar...

23 de julho de 2009

E continuemos andando em círculos...

“Adeus diretoria! Adeus diretoria!”. Por que é que não cantaram isso no Maracanã quarta-feira após o empate diante do Barueri? Será porque sãs palavras não rimam ou será porque a frase é muito longa e daria mais trabalho para ser cantada? Enfim, ironias à parte, a torcida rubro-negra conseguiu o que queria assim como uma parte forte da cartolagem: tirar o Cuca do comando do time.Era mais que óbvio que isso aconteceria cedo ou tarde, no entanto pra quê a direção iria se queimar com um número modesto de torcedores sensatos que sabem que o problema do problema não é simplesmente a falta de resultados do Cuca e muito menos a solução estará na vinda de um novo treinador comum como os que estão no mercado agora?
De acordo com pensamento deles dirigentes (se é que pensam), fizeram o correto. Esperaram a paciência da Massa se esgotar, ouviram os gritos de ‘adeus Cuca’ e compraram uma idéia que já estava encomendada há tempo. Agora sim podem alegar que só fizeram o que o torcedor pediu ué. E não é mentira. Por isso o pacote do fracasso fica completo quando juntamos a paixão cega do torcedor com o amadorismo da diretoria. O resultado sempre se encontra em dezembro. Já que o povo prefere pagar para ver o que está na cara, então que aconteça até que se aprenda. Venha outro técnico ‘meia-boca’, faça outro trabalho ‘meia-boca’ com o elenco ‘meia-boca’ que a diretoria ‘nenhuma boca’ lhe deu e este aguarde os próximos gritos de ‘adeus’ que uma dúzia de torcedores ‘meia-boca’ com o poder de influenciar o restante da torcida iludida e alienada grita das arquibancadas. E por fim quem fica de queixo caído como se fosse pego de surpresa no final da temporada vendo mais um ano passar e o time figurando nos campeonatos que participa somos todos nós: os torcedores ditos ‘modinhas’, os torcedores de sofá, os torcedores fies de arquibancada, o do barzinho da esquina, o do blog, do site, os sócios e simpatizantes. Porém no final das contas, vai dizer que geral é farinha do mesmo saco pra ver só... 




21 de julho de 2009

Cobremos, verdadeiramente, a quem de direito.



Antes altamente criticado e até motivo de chacota, o ataque do Flamengo formado pela dupla Josina teve uma transformação ousada e radical. Vieram Emerson e Adriano. Dois jogadores que amam o clube e o melhor de tudo: tem se completado em campo. Digo até mais, além de se completarem, as camisas 10 e 11 do Fla tem tirado água de pedra muitas vezes sempre marcando pelo menos um golzinho em cada jogo mesmo depois da saída de Ibson que deu ‘tiuti’ no meio campo rubro-negro, fazendo a equipe ser pouco produtiva no que se refere à armação de jogadas para os atacantes.

Mudança feita acertadamente lá na frente. O que tem deixado o time capengando pela tabela do Brasileirão é a falta de coordenação da defesa que não é ajudada pelo meio campo. Quando Ibson saiu, até achei que não fosse o fim do mundo para o Flamengo, pois temos jogadores de medianos para bons que poderiam, embora distante do que o camisa 7 conseguia, fazer o feijão com arroz e ajudar a bola girar com qualidade no setor. Acontece que a quantidade excessiva de desfalques que o time tem tido nos últimos jogos tem impedido com que qualquer ‘plano B’ se encaixe na lacuna deixada por Ibson. Aírton cumprindo gancho, Willians suspensão, Toró machucado. Daí já desmonta o melhor que tínhamos para fazer fluir algo produtivo dessa equipe.

Para quem não se recorda, esses 3 peças foram fundamentais para que fizéssemos uma das melhores, senão a melhor partida do ano contra o Internacional no Maracanã e também no Beira Rio, quando praticamente todos acreditavam num passeio da equipe gaúcha sobre o nosso time. Por isso não concordo com aqueles que hoje dizem que ‘nunca tivemos padrão de jogo’ com o Cuca. Ora, desde a eliminação na Copa do Brasil até o jogo contra o Atlético-PR na estréia do Imperador, foram 3 jogos muito bem jogados, inclusive contra o Santo André fora de casa quando tivemos desfalques das laterais e do ataque e não deixamos a desejar com a entrada do tão criticado Josiel e dos Evertons nas laterais que fizeram um jogo muito bom. Isso significa que já tivemos sim um esquema tático que fosse o mínimo eficaz e desse certo. Se foi por um curto período de tempo, o Cuca não pode ser responsabilizado sozinho por isso, afinal não foi ele quem mandou o tribunal punir o Aírton e muito menos a diretoria usar de sua incompetência mais uma vez e melar a renovação de contrato da peça mais importante da equipe. 

Agora é muito fácil dizer isso ou aquilo porque realmente estamos maus, feito um bando em campo sem organização tática e com uma defesa que dá vontade de chorar. Se ainda existe algum setor do time que ainda salva, este é o ataque que no começo do ano esteve tão em baixa. 
De novo preciso ressaltar que o Cuca também não pode ficar imune às críticas, pois escorregou em alguns pontos do começo do ano para cá que tem refletido no presente. Como exemplo, cito a demora na busca de um zagueiro desde a saída de Fábio Luciano. Talvez tenha achado que a dupla Aírton e Angelim com os cães de guarda Willians e Toró fossem dar para o gasto o tempo todo, só que deve ter esquecido que o campeonato é longo e há o risco de perder jogadores como tem acontecido e as peças de reposição ficam escassas ou nem sempre são das melhores. Wellinton que o diga.

Agora o técnico tem que comprar um barulho que não precisava. Ou alguém acha que se fosse um Luxemburgo da vida esperaria tanto tempo para a vinda de um zagueiro mesmo com todas as dificuldades de mercado que a gente conhece? Outra coisa que dá pano para manga num dos vacilos do Cuca é o fato de ele não ter feito Zé Roberto render o que se esperava. Por ter sido uma indicação do treinador, a cobrança acaba caindo sobre os ombros dele, embora eu ache essa discussão um pouco mais complexa, porém não deixa de ter razão aqueles que entendem desta forma.

O certo é que no momento Cuca é um espelho do Caio Jr de 2008 quando perdeu 3 peças importantes no seu esquema. A diferença é que o atual treinador perdeu 2 (Fábio e Ibson) em definitivo e vem perdendo várias constantemente por suspensões, contusões e etc, o que se torna mais torturante ainda para quem sempre teve seu trabalho questionado na Gávea. Fato é que os dois se perderam, perderam o controle do grupo, acabaram com a paciência da torcida e no caso do ano passado, as esperanças também foram pelo ralo no final das contas com a 5ª colocação no Brasileiro. Esse ano a gente espera que as coisas tomem um caminho diferente já que não viemos de nenhum trauma de declínio da liderança arrasador como em 2008 e as posições na tabela ainda tem muito que se alternarem. Apesar de eu pensar que se for para trazer Mancini ou outro que não seja de ponta, estaremos andando em círculos, assim como faz o Fluminense contratando pela quinta vez Renato Gaúcho, com o Cuca ou com outro treinador algo tem de ser feito e é para ontem. Se for para trocar as peças, que se faça logo. Se for para trocar o técnico também. O que não dá é para exigir paciência da torcida pelo décimo sétimo ano e ver times como Barueri e Santo André chegarem mais longe que o Flamengo.
“Diretoria, respeitem a Nação”.

18 de julho de 2009

"Até quando meu Pai, até quando?"

A situação do Flamengo no campeonato brasileiro está longe de ser das piores, mas também não é nada animadora no que diz respeito à disputa do título. Não que tenhamos times à nossa frente jogando um futebol maravilhoso. Na verdade o equilíbrio da competição reflete na diferença de pontos entre o primeiro time da zona de rebaixamento e o que abre o G-4. Isso também acaba indicando que uma vitória pode levar ao céu ou uma derrota pode gerar princípio de crise, o que constantemente acontece na Gávea quando o resultado não é positivo.

Por enquanto o Cuca ainda pede paciência e diz que o trabalho (que por enquanto não rendeu grandes frutos) não pode ser jogado fora de uma hora para outra. Concordo. Realmente é preciso um trabalho a longo prazo para que as coisas venham fluir. Acontece que para ele Cuca, uma derrota em casa como aquela para o Palmeiras pode ter sido apenas a 6ª derrota do time sob o seu comando na temporada. De fato, foi. Mas para a torcida que já vem há 2 anos batendo na trave no Brasileirão e há 16 sem ver o brilho do caneco nacional, qualquer resultado negativo por mais normal que seja, se torna motivo de decepção por tamanha instabilidade da equipe nos últimos anos em todos os campeonatos de expressão que disputa.

Decepção esta que vem aumentando a cada mês que passa e a gente vê o time com perspectivas cada vez piores. Começamos o ano conquistando o Estadual e com um elenco que acrescido de um atacante do porte de Adriano, certamente teria chegado à final da Copa do Brasil, senão conquistado essa competição. Começou o Brasileirão e com a vinda do Imperador uma luz no meio do caminho voltou a aparecer. A imprensa nos colocou de novo na briga pelo título embora de forma ainda acanhada. Com o gol do camisa 29 – (27, 92, 90, 100, 9) - e agora 10 em sua estréia; e a presença da equipe nas primeiras colocações, a torcida se convenceu de vez que este seria “o ano”. Convencimento que foi ficando pelo caminho no decorrer das rodadas onde o time passou a sentir demais a presença de um zagueiro de porte e tomou duas goleadas que abalaram demais as estruturas do clube. Mesmo assim dentro do Maracanã ainda não havíamos perdido e nada como um jogo dentro de casa para a recuperação. Vencemos o Inter aqui no Rio e o sonho do Hexa pareceu ressurgir. Depois disso temos tido altos e baixos que não dão mais para ter grandes aspirações na competição. Atenção. Estou falando de momento, talvez isso mude no decorrer das rodadas. Contudo, com a saída do Ibson, um jogador referência no elenco e que se tornou líder do grupo em todos os sentidos principalmente após a aposentadoria do Fábio, o que passamos a ver é um time totalmente perdido, desordenado e sem nenhuma pinta de que vá chegar vivo na zona de respeito da tabela nos jogos finais.

Como disse Emerson, muita coisa precisa melhorar. É bom mesmo que tenha essa consciência e que ela permaneça nas derrotas e nas vitórias, o que não é corriqueiro na Gávea. Enquanto isso é bom que agradeçam os protestos pacíficos da torcida e a tola esperança nossa de que a qualquer momento vamos engrenar como num passe de mágica ou numa simples troca de técnico, o que na verdade é pura ilusão quando comparamos o atual momento com anos anteriores. Nesse ritmo de ganha dois perde um, ganha um perde dois, é melhor já ir encomendando a faixa do ‘quase’ de novo e se considerar no rol dos coadjuvantes do Brasileirão bem como Goiás, Sport, Coritiba e outros. “Até quando meu Pai, até quando?”

16 de julho de 2009

Mais um tropeço para a coleção.

Se no jogo contra o São Paulo o Flamengo não sentiu muito a ausência de Ibson por jogar fora de casa sem muita obrigação de atacar e contra um time que não vem bem, por outro lado a partida contra o Palmeiras foi um fiasco.

A defesa voltou a bater cabeça, o meio campo improdutivo e o ataque apagado. Basicamente foi assim que entramos em campo e assistimos o Palmeiras jogar.
Deu para notar demais a falta do Ibson naquele meio campo. Apesar de não ser um meia de criação, o volante era quem dava uma pitada de criatividade a esse meio campo. E mesmo quando não dava na habilidade, conseguíamos arrumar alguma coisa na base da raça do camisa 7. Quarta-feira o que vimos foi um time sem sangue, sem atitude, sem nada.
Não vou fazer como muitos e começar a colocar o Cuca contra a parede. Se para a maioria da torcida foi alguma surpresa em nosso primeiro jogo em casa sem o motor do time ficarmos tão desencontrados assim, para mim já era algo mais que esperado, embora pensasse que a gente poderia jogar melhor com Kléberson assumindo essa função de conduzir o meio campo, já que vinha em boa fase. Curiosamente este foi um dos piores em campo. Errou vários passes e jogadas que deram contra ataque ao adversário e no lá na frente nem se ouviu falar no Penta.

O que me irritou no Cuca foi o pós-jogo. Ele querendo defender o Wellinton é lamentoso. Ele é o que se tem no momento, mas se estamos nessa situação de ter que ver esse bonde em campo, o treinador é um dos culpados, pois também acreditou que o Fábio Luciano poderia continuar e não botou pressão na diretoria para ir atrás de um zagueiro logo. Se a cada burrada que o menino fizer ele quiser comprar o barulho, é certo de que nem ele nem o Wellinton farão parte do time no final do Brasileirão.
Até concordo que no primeiro gol deles, houve a falta na roubada de bola, mesmo assim querer brigar mano a mano com um jogador malandro como o Ortigoza daquela forma é fatal. Por que não deu bico na bola para fora? Não, preferiu se complicar.

Nossos laterais, coitados. Talvez a pior partida do Everton Silva e uma das piores também do outro Everton. Se o Adriano queria que cruzassem para ele marcar, deveria ter combinado isso com o time do Palmeiras primeiro. E por fim, o ataque que tinha tudo para ser arrasador até umas rodadas atrás, acabou sendo refém mais uma vez de um time muito errante nos passes e sem nenhum poder de fogo que pudesse deixar os homens de frente em condições de finalizar.

Depois dessa derrota dentro de casa, a única coisa que salvou um pouco minha noite e finzinho de semana foi a perda da Libertadores do Cruzeiro. Pena que lá mesmo dando um vacilo imperdoável já que culminou na perda de um título importante, eles tem elenco e força suficiente já demonstrada para se recuperar do baque e mesmo bem distantes do líder no Brasileirão, chegarem à disputa do título. Do Flamengo não se pode falar o mesmo. Cada derrota imagina-se o pior no próximo jogo simplesmente porque as derrotas aqui são patéticas. Os caras não dão nenhuma resistência aos adversários, não há superação. O time se entrega no decorrer do jogo. Às vezes consegue arrumar algo na base do desespero, mas organização tática, jogada ensaiada, tabela ou até mesmo uma falta bem batida que resulte em gol não se vê em nenhum momento.

O próximo jogo pode ser de vida ou morte para Cuca. Se as duas goleadas fora de casa não foram suficientes para sua demissão, creio que dependendo da forma como o time jogar e o resultado do jogo não for outro senão a vitória diante do Botafogo, dificilmente ele resistirá no cargo. Ganhando, acho que tem uma sobrevida, porém pelo andar da carruagem só irá adiar o fim da sua passagem pela Gávea. Até que bate uma curiosidade mesmo em saber o que pode ser desse time com um novo treinador, embora eu ainda ache que mais uma vez técnico não seja o grande responsável pelos nossos altos e baixos tão constantes ano após ano.

14 de julho de 2009

Flamengo x Palmeiras - Recordar é viver.

Falar em Flamengo x Palmeiras no Maracanã tornou-se impossível deixando de lembrar da última partida entre esses dois times pelo Brasileirão 2008. Bem diferente de agora, onde o campeonato ainda está começando a engrenar, naquela ocasião a partida tinha importância muito grande por colocar o vencedor ainda mais vivo na briga pelo título e pela vaga na Libertadores.

Se jogo do Mengão já é razão suficiente para o Maraca ser tomado de preto e vermelho, esse motivo extra só fez enfurecer ainda mais a Massa Fuderosa Flamenga.
A expectativa de público da nossa diretoria era de 50 mil pessoas. Durante a semana, poucos ingressos haviam sido vendidos e os sites e jornais davam como certo um público muito abaixo do que esperavam os cartolas. Dos 68.680 ingressos postos à venda, apenas 21.333 tinham sido comercializados na sexta-feira que antecedeu o clássico marcado para o domingo.

Caio Júnior era o comandante do Fla, contestado pela torcida e pressionado depois da queda do time que começara muito bem a competição, chegar pelo menos entre os 4 primeiros era o mínimo que o treinador poderia fazer para não encerrar a passagem pelo clube com um saldo negativo. Infelizmente não fomos à Libertadores, porém o jogo contra o Porco ficou marcado e gravado na mente de todos os 63.386 flanáticos presentes naquela tarde no Maracanã.

Uma noite da dupla Ibson e Kléberson. Certamente uma das melhores partidas da carreira de ambos. O maestro da camisa 7 teve realmente uma noite esplendorosa. Marcou 3 gols dos 5 aplicados sobre o time de Luxemburgo e saiu reverenciado pela Massa que foi ao delírio no estádio. Kléberson e Marcelinho Paraíba completaram a histórica goleada. O time venceu, convenceu, emocionou e por um dia fez lembrar as equipes que fizeram história nos tempos das maiores glórias do clube. Com um futebol vistoso, de toque de bola e muita ousadia naquela tarde-noite conseguimos alcançar o G-4 e nos manter na luta pelo título.

Na próxima quarta-feira o caráter da partida será outro. Embora o objetivo seja o mesmo, afinal, o ‘Brasileiro ainda é obrigação’, uma vitória irá manter o time na parte de cima da tabela e cheio de gás na sequência de jogos em casa. O Palmeiras vem bem na competição, mas não tão melhor que a gente, visto que apenas 4 pontos nos separam deles. Em casa ainda não perdemos e vamos com moral para cima da porcalhada.
Emerson e Kléberon voltam depois de cumprirem suspensão. A torcida também volta ao Mário Filho depois de 2 jogos, já que a partida contra o vitória foi no estádio mais moderno, porém mais contramão do mundo Engenhão, onde também mostramos nossa força vencendo o Vitória e mantendo o bom retrospecto no estádio.

Já que ainda não pegamos a manha de vencer fora de casa, não dá para deixar escapar a vitória dentro dos nossos domínios. Como o Léo Moura bem falou, temos elenco para enfrentar qualquer time de igual para igual. Algumas peças estão se reencontrando e voltam a ajudar como Zé Roberto e Fierro. Ainda precisamos de um zagueiro para não passarmos tanto sufoco contra times como Grêmio e Corinthians fora de casa, afinal, arrancar algumas vitórias em terreno alheio também será de suma importância para nos colocar em condições reais de conquista.

Que amanhã voltemos a ter uma noite especial como aquela de 16 de novembro de 2008. Não precisa golear. 1x0 será goleada e os 3 pontos nos deixaria ‘na boa’ para integrar o G-4 na rodada seguinte - batendo o nosso mais novo freguês local Buátachoro - e não sair mais. Pra gente será um daqueles jogos em que ‘se vencer, embala’. A camisa 12 está doidinha para entrar em ação de novo com toda a força como naquela goleada. “Vamos Flamengo não podemos perder. Vamos Flamengo, vamos, vamos ganhar!

12 de julho de 2009

10ª Rodada - Flamengo 2x2 Flamengo

Mais um ano sem vencer os bambis lá. Isso me deixa boladão. Nem vem com essa de que o empate fora de casa foi bom e que estávamos muito desfalcados e saímos no lucro. Não foi 1 ponto ganho e sim 2 perdidos.

Esse time do São Paulo é patético. Sempre tentava as mesmas jogadas. Bola no atacante, que servia de pivô e rolava para quem vinha de trás chutar ou tentar uma tabela. Quando cansavam de perder a bola tentando a mesma jogadinha, resolviam cruzar mesmo sem ir à linha de fundo, o que geralmente acabava facilitando para a nossa zaga.

Por falar em zaga, putis grilo! Até contra os ataques mais toscos esse trio Wellinton, Angelim e Fabrício pede pra vacilar. Em contrapartida, o setor defensivo dos caras também estava uma droga e isso é o que me deixa mais ‘p’ da vida. Praticamente não fizemos força nenhuma para marcar os dois gols. O primeiro foi dado de presente e até que enfim souberam aproveitar com o Fierro, este que jogou apenas direitinho. O segundo gol foi oferta do juizão. Adriano puxou Renato Silva, Renato Silva puxou Adriano e o árbitro preferiu marcar a favor da gente. Para os que estão sempre adotando a teoria da conspiração, não tiveram o que reclamar nesse jogo a não ser do nosso próprio time. Era o dia de vencer, mas pra variar, o Flamengo não entendeu o recado e voltou a tropeçar nas próprias pernas (até quando vou ter que repetir isso?).

Não vou comentar o primeiro gol deles porque não vi a jogada desde sua origem, entretanto ao que parece não foi tão ridículo quanto a bobeada do empate que a gente cedeu. É crueldade crucificar o Willians pelo pênalti infantil, mas se não cometesse a penalidade máxima certamente seria um dos melhores no jogo, porém colocou a boa atuação em cheque quando perdeu o juízo e derrubou Miranda na área. Não creio que o tricolor levaria perigo naquela jogada. Mas sabe o que acontece? O ataque não dá tranquilidade à defesa. Como é que pode um time com um jogador a mais deixar o outro ficar de palhaçadinha na entrada da sua área toda hora? O Flamengo teve oportunidade de liquidar a fatura e preferiu costurar as jogadas de ataque. Fica todo mundo querendo colocar todo mundo em condições de fazer o gol debaixo das traves e no fim ninguém faz. É sempre a mesma coisa, sobretudo nos jogos fora de casa.
(de novo, até quando vou ter que repetir isso?).O time simplesmente não chuta de média e longa distância. Willians, Adriano, Fabrício e Léo Moura podem levar perigo ao gol adversário num balaço desses, mas nunca arriscam. Assim fica difícil.

Nem foi tão complicado assim o primeiro jogo sem Ibson. Lógico que o time sentiu sua falta, contudo na medida do possível até que se virou bem com a ausência do maestro. Achei o Léo Moura meio isolado na meiúca. Fierro e Zé Roberto jogavam muito distantes, o que dificultava os passes e tentativa de tabela com o lateral-meia. Aí acabava restando tentar a jogada individual passando pelos defensores são-paulinos sem grande sucesso. O Kléberson hoje ajudaria bastante sendo um cérebro pensante ali ao lado do Léo. Pet entrou só para queimar substituição mesmo, o que já está virando rotina do 'Seu Cuca'.

Agora vem aí 3 jogos em casa. Lembrando que o clássico contra o Chorafogo é no Maraca, dentro da nossa casa. Isso significa que não dá para se conformar com o empate como foi com o Fluzinho não. Antes do alvinegro, vai ter que passar o rodo no Palmeiras de Obina e a última vítima da sequencia é o Barueri, o qual devemos continuar sem tomar conhecimento.

O que alivia um pouco o estresse depois de um empate desses é pensar que não vou ter que esperar a semana inteira para o próximo jogo. É vencer bem na quarta e emplacar uma sequencia boa de vitórias para entrar de vez nesse bendito G-4. Atenção, dos próximos 6 jogos, 5 serão diante da torcida. A tabela tá nos dando uma mãozinha que precisa ser agarrada com todas as forças se quisermos sonhar com o título até o fim.

7 de julho de 2009

São Paulo x Flamengo e o bobo da corte.

São Paulo x Flamengo será um jogo divisor de águas para as duas equipes.

Os dois times precisam vencer para se firmar, pois tem muito que convencer as suas torcidas ainda que tem condições de brigar pelo título.

Provavelmente não veremos um jogo bonito, com muitas chances de gols.
Nenhum dos dois times tem apresentado um futebol vistoso e os desfalques só reforçam a idéia de que teremos um jogo bem disputado, decidido nos detalhes. Isso se houver um vencedor.

Os destaques das equipes estarão fora de campo. Pelo lado tricolor, Ricardo Gomes faz sua terceira partida no comando do time, a segunda em casa. Vindo de derrota e com a desconfiança da imprensa em até onde o novo técnico pode levar o time paulista, os jogadores farão de tudo para mostrar que o atual SPFC sem Muricy ainda dá um caldo. André Dias e Dagoberto, suspensos, não jogam.

No lado carioca, toda a expectativa fica por conta de como o time de Cuca vai se comportar com vários desfalques, sobretudo o de Ibson que voltou ao Porto. Kléberson, Emerson e Toró também são peças importantíssimas no esquema e farão muita falta na partida do próximo domingo.

É o jogo da superação. Superar os desfalques, superar a desconfiança da imprensa e, especialmente um time superar a força do outro dentro das quatro linhas. Por isso é bom ir para campo com uma estratégia muito bem definida para não acabar sendo surpreendido pelo adversário que pode se aproveitar de jogadas como bola parada e contra-ataques.

A vitória refletirá mais positivamente no Flamengo que vai com maior quantidade de desfalques – 5 no total - e joga fora de casa. Se vencer será até mesmo uma surpresa, mesmo o São Paulo não estando tão competitivo assim como em outros tempos. Além de voltar ao grupo da G-4, vamos ter batido o todo poderoso São Paulo.

Já a derrota refletirá com maior força no lado tricolor. Apesar da gangorra que vive Cuca, parece que a diretoria rubro-negra resolveu mesmo garantir a permanência do treinador na Gávea, visto que já esteve para sair antes e continuou.
Se a equipe de Sampa perder, a desconfiança no início de trabalho de Ricardo Gomes ficará maior. Nada que o derrube precocemente, longe disso. Mas a pressão deve aumentar, pois a posição na tabela de classificação não será nada confortável visto que o soberano São Paulo começa a próxima rodada na 14ª posição, a 2 pontos da zona da degola e em caso de derrota pode fazer parte do grupo dos quatro últimos. Não estou querendo colocar nenhum terror, pois o campeonato ainda começa a querer tomar forma, porém para o atual tricampeão brasileiro dormir uma rodada sequer na zona de rebaixamento se torna motivo para ligar o sinal amarelo.

Por falar em amarelo, o que dizer do amarelão camisa 9 do Parque São Jorge? Enquanto alguns flamenguistas ficam fulos da vida com as declarações do Sr. Ronaldo, eu sinto pena. Gente, se liga! O cara só está querendo simplesmente aparecer ainda mais para a imprensa e o timeco de segunda dele. Nada mais. Ele quis ser ignorante, problema é dele. Se acha que falando as bobagens que ele sabe que são bobagens vai agradar mais gente do que ficando na dele, que agüente as conseqüências depois.


Como bem diziam os antigos, quem fala demais dá bom dia a cavalo. Para quem já deu bom dia a veado (Andréia que o diga) e acordou no colo do palhaço, acho que já deveria ter aprendido a lição. Mas pelo visto parece que Ronaldo já se acostumou mesmo a ser o mico do zoológico paulista, só resolveu fazer gracinha justamente com o time errado.










5 de julho de 2009

Em busca da estabilidade.

Depois da estranha e bizarra estória do tal cachorro quente ingerido por Adriano que rendeu algumas piadinhas de péssimo gosto para os ouvidos da Nação Rubro-Negra e a vitória pra cima do Vitória neste último sábado, o Flamengo só volta a trabalhar na próxima terça-feira visando o jogo contra o atual campeão Brasileiro São Paulo.

Teremos cinco dias de preparação – talvez quatro de Adriano – para formar um time capaz de pelo menos jogar feito gente grande no Morumbi, já que nossos últimos jogos fora de casa foram tão ruins quanto a pelada que os garotos costumam jogar no campinho aqui próximo de casa.

E já vamos com alguns desfalques que preocupam. Kléberson, o melhor da última partida, cumpre suspensão. Uma perda grave tendo em vista como a convocação para a Seleção campeã da Copa das Confederações fez bem ao Penta. Kléberson estava com uma disposição e um aproveitamento nos passes e lançamentos pouco vistos depois de seu retorno ao futebol brasileiro. Certamente não teríamos vencido a equipe baiana se o camisa 15 tivesse ausente do último jogo, pois a atuação fraca de Ibson não teria sido suficiente para ajudar o Flamengo a conquistar os três pontos.

Outro que não joga é Emerson que cumpre suspensão automática. Um desfalque sério. Com Adriano mais pra lá do que pra cá, o Sheik é o cara que tem colocado algum terror na defesa adversária, sem contar os gols que vem ajudando o time, coisa que o Imperador só fará se resolver não comer nada que lhe traga uma má digestão novamente, se é que essa balela (mais uma) colou.

Toró e Ibson prefiro tratar como dúvidas. Não tem por que descartar a ausência dos dois. A gente sabe o quanto Torozinho é guerreiro e gosta de mostrar serviço, por isso tem tudo para se recuperar e ir para o campo no domingo. Já o Ibson, o buraco é mais embaixo, e põe embaixo nisso. Fico impressionado como é que pode à essa altura do campeonato a nossa diretoria ainda estar correndo atrás da permanência do nosso camisa 7. O cara começa a ficar nervoso e não jogar o que sabe por causa dessa situação e o treinador que poderia estar preparando um substituto acaba assim não fazendo por esperança de que o meia permaneça, o que atrapalha o trabalho durante a semana se tiver que escolher um suplente que com certeza não fará as funções tão bem desempenhadas por Ibson em campo. Tudo porque há 2 anos nossos cartolas já estão cientes de que esse momento (fim de contrato) chegaria e só resolveram se movimentar agora. Ainda assim mantenho as esperanças de que possamos ter um final favorável ao nosso jogador.

Deixando um pouco de lado as “surpresas” ruins, o preterido Zé Roberto deixou uma grata impressão. Conseguiu dar sequencia às jogadas, se movimentou e até pênalti sofreu no sábado. Tomara que seja outro a retomar o caminho do bom futebol e fazer jus ao salário que recebe e à paciência que ainda estão tendo com ele na Gávea.
Outro que aos poucos volta a jogar o que se espera dele é Léo Moura.

Enquanto uns começam a ressurgir no time do Flamengo, outros continuam em baixa com a torcida. Juan, que já foi decisivo e cotado para a seleção tantas vezes, volta a jogar mal e arrancar as vaias do torcedor. Vai ter que retomar o bom futebol logo, afinal, não dá para meter o dedo na cara de cada flamenguista e se fazer machão. Melhor baixar a bola dele e trabalhar com humildade e cabeça no lugar para voltar a ser aplaudido pela torcida antes que seja negociado nas próximas semanas e saia ‘de mal’ com a Nação.

Dá para ver que o nosso time está um tanto quanto fora de sintonia. Uns jogadores voltando a agradar e outros decepcionando, o que faz a equipe oscilar demais durante os jogos. Nosso elenco ainda está em busca do equilíbrio, este que, como gosta de falar o nosso treinador, é gradativo. Enquanto o campeonato ainda toma forma e as partidas estão sendo disputadas uma vez na semana, temos tempo para ajustar os pontos fracos e tornar mais fortes os que vêm dando certo. Cabe ao Sr. Alex Stival queimar a cuca e dar uma cara mais homogénia ao irregular time rubro-negro.

2 de julho de 2009

O simples e eficiente 4-3-3 de Mano no Flamengo.


Muito tem se falado do time do Corinthians e com toda a razão. Afinal, conquistar a Copa do Brasil em pleno Beira Rio passando pelo antes poderoso time do Inter não é para qualquer um. Um dos pontos mais citados é o esquema eficiente da equipe de Mano Menezes. Com jogadores nem tão badalados, porém obedientes taticamente e utilizados em funções onde podem dar o máximo de si e jogar um futebol eficiente - por vezes até bonito de se ver - o time paulista começa a reaparecer com grande força no cenário nacional depois dessa merecida conquista.

Vendo a equipe de Mano jogando não consigo enxergar superioridade comparando ao nosso tão criticado e irregular Flamengo. Jogador por jogador, vejo uma igualdade muito grande nas duas equipes. Mas por que o time deles consegue dar caldo e o nosso não? Cuca está menos tempo na Gávea, porém já conhece muito bem o nosso elenco até por ter nos enfrentado várias vezes quando treinava o Botafogo. Isso não seria ‘desculpa’ para justificar o porquê ainda não conseguimos engrenar e jogar um futebol vistoso e convincente.

O que visivelmente estava atrapalhando o andamento do time era a falta de um centroavante de peso no ataque. Jogávamos bem, mas na hora de concluir a gol era uma catástrofe. Adriano chegou e com ele também chegaram dois vexames fora de casa até certo ponto inexplicáveis. Perdemos na final do carioca o Fábio Luciano, grande líder e capitão da equipe e até hoje aparecem os reflexos dessa perda. Incompetência da diretoria que preferiu convencer o Capita de continuar até o fim da temporada ao correr atrás de outro nome à altura para a posição.

Ainda assim, com esses e alguns outros problemas que por vezes acontecem no clube penso que ainda estamos muito a quem do que poderíamos jogar.
Vejamos a seguinte comparação:
O Corinthians joga no 4-3-3. Felipe; Alessandro, William, Chicão e André Santos; Cristian, Elias e Douglas; Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho.

Imaginemos o Fla na mesma formação. Bruno; Léo Moura, Aírton (Wellinton), Angelim e Juan; Kléberson, Ibson e Petkovic; Emerson, Adriano e Aleílson (Dennis Marques).

Caros amigos flanáticos, esse time vingaria ou não? Por que o nosso treinador que no Botafogo chegou a ser tão elogiado por sempre jogar para frente, escalando uma zaga sem muitas invenções com a tradicional linha de quatro e na frente um meio campo e ataque bastante dinâmicos com Lúcio Flávio, Zé Roberto, Jorge Henrique e Dodô insiste em escalar o nosso Flamengo com três zagueiros e 2 volantes?

Muitos podem justificar o fato de termos laterais que apóiam mais que defendem, porém o time de Mano também é composto de 2 laterais bastante ofensivos. Talvez o Alessandro pela direita precise ficar mais esperto com a marcação, coisa que um dos nossos laterais poderia fazer perfeitamente enquanto o outro teria maior liberdade.

No meio campo, Kléberson só avançaria ‘na boa’, assim como faz o volante Cristian. Nos contra-ataques, isso é praticamente constante.
Ibson e Pet seriam nossos armadores e no ataque o trio E-D-A completaria o time.
Como Pet talvez não suporte mais a maratona de jogos quarta-domingo no Brasileirão, o meio campo com Willians, Kléberson e Ibson também poderia virar alternativa. É questão de preferência, mas não mudaria o jeito de jogar.

Enfim, material humano nós temos para montar um time vencedor como a equipe paulista. Acho que falta um pouco mais de criatividade, ousadia e boa vontade do nosso treinador.

E você, o que pensa?